domingo, 27 de junho de 2010

AAAAH!

AAAAAH!! AAAH! AAH! Geentee!! Hj é meu niveer, mas quem ganha o presente são vcs!! AHSAHSAHSHASHAHSAH Maals, sempre quis dizer isso =P
Então hj eu to trazendo mais um capítulo pra vcs... o//

Espero q vcs continuem gostandoo!! Beijooos...

CAPÍTULO 7 – A VIAGEM

Era muito difícil colocar em palavras tudo o que eu sentia. Na verdade as palavras não serviam nem para a metade do que agora estava em minha cabeça, meu coração e em cada célula de meu corpo.

Eu me sentia feliz do momento em que acordava até a hora em que deitava a cabeça no travesseiro e ia para o mundo dos sonhos. Eu sonhava com minha família, com Lisa, mas o rosto que estava sempre lá, não importava de que jeito, era o de Felipe. E aquilo me dava uma alegria imensa.

Mas não era só nos sonhos. Eu nunca havia me sentido assim, tão completa, tão inteira. E eu sabia que era Felipe que me deixava assim.

Quando eu estava com ele – a maioria do tempo – tudo estava perfeito. Até mesmo quando discutíamos por coisas bobas, o que acontecia bastante. Mas nunca foi nada muito grave, que nos fizesse ficar bravos um com o outro mais do que cinco minutos. Depois desse tempo estávamos rindo, pedindo desculpas e dando um jeito no problema.

A parte da minha vida que não girava em torno de Felipe também estava perfeita. Meus pais estavam bem satisfeitos comigo em relação a faculdade que eu comprometera a me concentrar e estava me saindo bem, a meu carro que agora eu dirigia por toda a cidade e a meu namoro, pois apesar de estar muito apaixonada eu cuidava para isso não atrapalhar as outras coisas. Minha amizade com Lisa estava cada dia mais forte e minha irmã estava cada vez mais unida a mim, o que me deixava muito feliz.

Eu também comecei a prestar atenção às pequenas coisas da vida. Coisas pelas quais antes eu passava reto ou deixava de lado. O sol nascendo e se pondo todos os dias, os poucos pássaros que eu conseguia ouvir da minha casa, uma flor abrindo e fechando, suas cores, as cores de tudo a minha volta, etc.

Isso era bom demais. Fazia-me sentir cada vez melhor com relação ao mundo ao meu redor. O tempo passava rapidamente e a cada dia tudo ia ficando mais bonito, colorido.

Mas dentro do meu coração, no fundo dele, quase escondido, havia um sentimento que me incomodava um pouco. Era algo que me dizia que nada dura para sempre. Que a minha felicidade não duraria para sempre, que na verdade duraria pouco.

Eu afastava esse sentimento o máximo de tempo que conseguia dos meus pensamentos e o deixava trancado no coração. Mas havia alguns assuntos que me preocupavam de vez em quando, que faziam o sentimento aparecer. Mas depois de cinco minutos tudo era esquecido e ele voltava a ficar trancado.

Afinal, o que poderia acontecer? Já fazia três meses desde que meu aniversário acontecera e tudo estava as mil maravilhas. Eu devia era não estar me convencendo de como as coisas estavam ótimas, pois nunca foram assim para mim antes.

Esqueça, eu dizia a mim mesma, você está fantasiando coisas. Coloquei isso definitivamente na minha cabeça. Ajudou, pois eu fiquei sem pensar nisso por um bom tempo.

Mas numa tarde, um assunto desencadeou esse sentimento novamente. Eu não sabia por que, nem o que isso queria dizer, mas algo estava estranho, como se fosse um aviso. Algo me dizia que minha vida começaria a mudar a partir dali.

Eu, Lisa e Sophia estávamos na piscina vendo vem aguentava mais tempo sem respirar em baixo d’água. Na minha vez, quando eu estava conseguindo um bom tempo, as duas me puxaram para cima.

- Ei, isso é trapaça. – afirmei, elas riram de mim – O que foi?

- Estava tocando. – Lisa balançou meu celular com a mão. Fiz cara de quem não queria atender – Felipe.

Bastou ela dizer isso e eu pulei para ela quase derrubando o celular na água. Esperei tocar novamente e atendi no primeiro toque.

- Achei que não fosse ligar mais hoje. – disse antes que ele pudesse começar. Não nos falávamos desde a noite anterior.

- Oi amor. Estou bem e você. Também estou com muitas saudades. – ri e o ouvi rir também.

- Desculpe. Tudo bem? Ah, você já respondeu. – ele riu novamente – Enfim, - continuei – algum motivo especial para ligar, ou só estava com saudades?

- As duas coisas. – respondeu – Meus pais querem que eu vá para a casa deles no próximo fim-de-semana.

- Ah, que bom. – menti, não seria bom passar o fim-de-semana longe dele. Ele voltou a rir.

- Não faça essa voz. Foi convidada para ir também. Topa?

- É claro.

- Ótimo. Mas preciso conversar com você sobre algumas coisas. Posso ir aí agora?

- Sim, estamos na piscina.

- Estou indo.

Uns 10 ou 15 minutos depois ele chegou e se juntou a nós na piscina. Eu não conseguia não sorrir ao vê-lo e nem me surpreender com sua perfeição. Felipe cumprimentou as meninas que brincavam com uma bola de vôlei e depois se juntou a mim. Abraçou-me forte e me beijou.

- Um dia inteiro longe de você é muito, sabia? – ele sussurrou em meu ouvido.

- Sabia. Sinto o mesmo. – fiz uma pausa – Agora, me diga, que coisas tinha que conversar comigo?

- Ah, sim. – puxou-me para um degrau da piscina e sentou me abraçando – Bom, - começou – acho que não teremos grandes problemas com meus pais.

- Grandes problemas? – apertei os olhos, um pouco preocupada.

- É. Meu pai gosta de você, lembra de você. O problema é minha mãe...

- O que? Ela me odeia, ou algo do tipo?

- Não, não exagere. Ela só prefere a Nanda.

- Quem é Nanda? – perguntei rápida e nervosamente.

- Minha... ex-namorada. Ela cresceu lá ­, e está sempre na casa de meus pais.

Senti o ciúme atravessar todo meu corpo, respirei fundo e cruzei os braços firmemente. Ele notou meu jeito e me puxou para seu colo.

- Não fique assim, minha mãe não fará nada contra você, terá que te aceitar. – ele achou que eu tinha ficado daquele jeito pelo motivo errado. Ele sempre entendia errado. Revirei os olhos.

- Ela estará lá? – tive medo da resposta.

- Ela quem? – fuzilei-o com os olhos. Não era óbvio de quem eu falava? Então ele compreendeu. – Acho que sim. – ameacei levantar e ele me segurou – Pare com isso, está me ouvindo? Não importa se ela vai estar lá ou não.

- Importa sim. Você namorou com ela, e sua mãe gosta dela. – eu olhava para a água com raiva.

- Olhe para mim. – pediu, mas não me virei – Olhe para mim. – puxou meu rosto. – Isso não faz diferença alguma. Minha mãe não faz diferença alguma... nesse caso. – revirei os olhos e tornei a olhar a água. – Quer olhar para mim, e parar de agir como criança? – Felipe se zangou.

Olhei-o tímida e o vi respirar fundo.

- Desculpe. – falei encostando-me a seu peito. Ele me puxou de volta e achei que estivesse me rejeitando. Isso me deu um profundo medo e tentei ler seus olhos, mas eles não diziam muita coisa.

- Escute bem o que vou falar. – segurou meu rosto para eu não ter chance de virá-lo novamente. – Não me importa quem quer que seja a não ser você. Eu te amo, e é por isso que quero que você vá comigo. – respirei fundo de alívio. – Mas se vai dar ataques de ciúmes que não são necessários, é melhor não irmos.

Senti que havia magoado Felipe, e faria qualquer coisa para vê-lo bem, ver que havia me perdoado. Até passar por cima de meu ciúme.

- Me desculpe, desculpe. – Uma lágrima saiu sem permissão de meu olho. – Esqueça o que fiz e falei. Eu vou com você e não se fala mais nisso. Por favor, me perdoe.

Virei o rosto, notando que Lisa e Sophia não estavam mais lá, e comecei a chorar sem conseguir me conter. Mas ele ainda não havia notado.

- Não tenho que perdoar nada. E estou muito feliz que você vai comigo. – Puxou meu rosto para ele e viu que eu chorava. – Eu... eu não... não queria te fazer chorar, desculpe.

- Chega. – elevei um pouco a voz – Essa conversa não vai nos levar a nada. Nós vamos e pronto. Não quero mais falar nisso. Teria de enfrentar sua família de qualquer jeito. Sua mãe. – olhei com desdém para o lado. Ele não gostou do jeito que falei, pois era sua família e eu, admito, era muito mimada, o que às vezes o irritava.

- Olha, eu... – ele começou, mas o interrompi.

- Vamos nadar. – tentei puxá-lo pela mão.

- Tenho que ir – falou rapidamente, me deu um breve beijo e se foi sem dizer mais nada.

Passei quase a noite toda em claro, tentando raciocinar no que Felipe estaria pensando de mim. O jeito que fora embora não me deixara nada bem, e ele não havia me ligado mais. No outro dia, quando acordei vi que havia uma mensagem de Felipe, mas ela só me fez ficar mais preocupada, pois dizia apenas:

Bom dia.

Ele só mandara para não perder o costume e eu fiz da mesma forma, mandando o mesmo “Bom dia.” em resposta. Eu queria muito falar com ele, pedir perdão, mas não ia fazer isso. Quando as horas do dia começaram a passar vagarosamente, senti que ele também não o faria.

Passeei pela casa o dia inteiro, feito um zumbi, com comida nas mãos. Quando decidi parar para assistir televisão, nada do que via fazia sentido. Tentei ir para o computador, mas acabei olhando fotos nossas que estavam em uma pasta específica para elas.

Pela primeira vez em minha vida, ou que eu me lembrasse, pedi a Sophia que dormisse no meu quarto. Eu brigava muito com ela, mas podia contar sempre com ela, e a amava muito. Fiquei por um bom tempo chorando em se colo, até conseguir dormir.

Sophia acordou assustada no outro dia, pois me viu sentada na cama, olhando para o nada, imóvel. Parecia que estava morta e haviam esquecido de me enterrar.

- Nina, você está bem? – não respondi – Pelo amor de Deus, você está bem? – continuei imóvel – Tá legal. – ela gritou – Levante agora desta cama, se arrume e vá atrás de seu namorado.

- Mas... – falei enquanto piscava.

- AGORA! – ela gritou.

Saí correndo até o banheiro. Tomei um banho rápido e apenas amarrei os cabelos pra trás sem me importar muito. No closet peguei a primeira roupa que vi pela frente e quase esqueci de calçar algo.

- Boa sorte! – Sophia disse enquanto eu saía do quarto.

Sorte era a única coisa que me ajudaria naquele momento. Saí de casa e comecei a pensar o que iria dizer: “Vim aqui para te dar uma chance”, “ Eu te perdôo!”, “ Fale, eu estou aqui.”. Mas o que queria realmente falar era: “Perdoe-me. Sou uma idiota, mimada e sem coração.”.

Enquanto calculava meus pensamentos, eu olhava para baixo sem ver nada. Então decidi que iria pedir perdão. Levantei a cabeça encorajando-me e quando foquei o olhar, vi Felipe parado a poucos metros de mim.

Em três segundos pensei em milhares de reações que poderia ter, mas a que tive foi a primeira e mais verdadeira de todas. Corri para ele, enquanto ele abria os braços e pulei neles, de um jeito que parecia que nunca mais soltaria. Felipe me levantou do chão e me girou no ar.

- Desculpe. – falamos juntos, depois rimos.

- Nunca mais mande uma mensagem como aquela. – falei no meio de um beijo.

- Nunca mais responda do mesmo jeito. – respondeu.

Então me lembrei do jeito que ele saíra de minha casa, de como me fez ficar e do tempo que ficou sem dar uma notícia. Numa reação de resposta aquelas lembranças, lhe dei um tapa.

- O que...? – ele me olhou pasmo.

- Isso foi por sair da minha casa, me deixar mal e não falar comigo durante um dia inteiro. – pausei – Desculpe, desculpe. – beijei seu rosto, e ele riu.

- Não se preocupe, eu mereci, mas você também não falou comigo. – arregalei os olhos – Não vou te dar um tapa. – ele riu – Apenas prometa junto comigo, que não faremos mais isso.

Levantei a mão direita concordando e depois me agarrei ao seu pescoço, beijando-o por um longo tempo. Senti-me completamente aliviada, como se um piano tivesse caído de minhas costas, e o sentia do mesmo jeito.

Ficamos assim mais dois minutos, até decidirmos ir para a casa dele, pois não agüentaríamos nos separar naquele momento.

Enquanto eu estava deitada nos braços dele, me veio a lembrança de que o sentimento estranho tinha despertado. Perguntei-me se aquela briga fora um sinal de que tudo iria mudar, de um jeito ruim. Por instinto abracei mais forte Felipe, que retribuiu. Olhei fundo nos seus olhos tentando esquecer e seu sorriso em resposta me fez apagar as coisas ruins.


P.S.: Boom, eu disse q eu ia dedicar cada capítulo a uma pessoa, mas hj eu vou dedicar a todas minhas queridas e amadas amigas q foram na minha festa e q fizeram dela a melhooor... MTO MTO MTO OBRIGADA!! Vcs são mais q amigas, vcs sao irmas de verdade... AMO MTOO!! BJBJ

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Troouxa!!

Amoores não reparem nos outros dois posts... Eu fui beem esperta e postei soh o título sem querer =P Isso pq eu sou uma pessoa mto esperta, e pior q eu consegui fazer a mesma coisa duas vezes ¬¬' Mas enfiim, to aqui pra postar o sexto capítulo amoreees... Então aí tah ele...
Beijinhoos...

CAPÍTULO 6 – 18 ANOS

Bom Dia! Já acordou?

Quando acordar, responde...

Te Amo...

Eu namorava com Felipe a pouco menos de um mês, e todos os dias acordava com uma mensagem dessas. Umas mais inspiradas, outras menos, dependia de seu humor.

Como sempre a primeira coisa que fiz ao acordar, foi responder, pois sabia que ele estaria esperando:

Acabo de acordar.

Também Te Amo...

Sentei na cama segurando o celular, e, dois minutos depois, ele tocou:

- Lipe?

- Lisa. Não olha mais o número de quem está te ligando?

- Desculpe, mas fale...

- Vamos sair hoje? Aproveitamos para ver os últimos detalhes da festa.

- Claro. Qual a boate?

- Não, vamos ao parque. O que acha de um piquenique?

- Ótimo. Vou falar com...Opa! Ele está me ligando. Falamos depois.

- O.k.

Esperei o celular tocar novamente.

- Oi Lipe.

- Marina, aqui é o Anderson, da faculdade.

- Ah, desculpe. – eu realmente devia olhar o número – Aconteceu alguma coisa?

- Não, é só para saber se o trabalho está feito. Eu faria, mas você insistiu... – mentira, eu não costumava gostar de fazer trabalhos.

- Está pronto sim. Fiz com Felipe. – dei ênfase ao “com Felipe”.

- Ta bom. Tchau.

Não deu tempo nem para a resposta. Sempre achei aquele garoto estranho. Já era a segunda vez que me ligava por causa do tal trabalho. E às vezes ele ficava me olhando durante algumas aulas. Claro que não falava sobre isso com Felipe, já notara que era um pouco ciumento. Mas eu também era, admito.

O telefone tocou, e finalmente era Felipe.

- Oi Lipe. – falei animadamente.

- Oi Nina. Com quem falava? Seu celular só dava ocupado.

- Ah. Primeiro Lisa, depois Anderson. – falei demais.

- O que aquele idiota queria de novo? – ele falou engrossando a voz. Não pude deixar de sorrir, sabendo do ciúme dele.

- Nada de mais, relaxe.

- Não devia ter dado seu número para ele.

- Não dei. Não sei como conseguiu.

- Hm. – ele ficara mal-humorado.

- Esqueça ele. Vamos ao parque com Lisa hoje?

- Não sei. – ele ainda estava mal-humorado.

- Vamos, vai ser bom. – tentei anima-lo.

- Não estou com vontade. – falou sério.

- Quando realmente quiser conversar, me ligue. – falei séria e desliguei.

Não fiz por mal. Apenas notara que isso dava certo quando ele ficava daquele jeito. Ajudava a acalmá-lo e depois ele ligava com uma dose a mais de delicadeza do que o normal. Mas comecei a me preocupar, pois ele não retornou a ligação. Esperei um, dois, três, dez minutos e nada. Será que o deixara mesmo irritado, ou será que tinha o magoado?

- Ninaaaaaa! – gritou Sophia – Felipe está aqui.

E agora, não dava tempo para eu me arrumar, o que faria? Apareceria com cara de sono, horrível como estava? Pelo menos sabia que ele não ficara bravo. Rapidamente, do jeito que consegui, fiz o melhor que pude, ainda achando-me horrível. Mas se não fosse rápida, era capaz de ele desistir e ir embora.

Cheguei a sala e ele se levantou do sofá ao me ver, mostrando seu lindo sorriso. Minha vontade ao vê-lo tão perfeito, era correr para meu quarto e me arrumar por mais ou menos uma hora, mas agora era tarde.

- Vejo vocês depois. – disse Sophia, saindo da sala.

- Nina, desculpe meu mal-humor, fui muito grosso com você. – abraçou-me.

- Esqueça. – falei, apertando os braços em seu pescoço.

- Tudo bem. – beijou-me – Confia em mim?

- Sim, mas... – achei a pergunta estranha, principalmente porque veio acompanhada de um sorriso.

- Então coloque isso. – estendeu-me um lenço.

- Para que é isso?

Ele não respondeu, apenas colocou o lenço em meus olhos, tapando minha visão.

- O que...?

- Estou te seqüestrando. Venha.

Ele me levou até fora de casa e me ajudou a entrar no carro. Achei melhor não fazer perguntas durante o caminho, apenas virava a cabeça de um lado para outro e batia o pé. Estava ficando nervosa, sem saber aonde ia e sem poder ver nada. Ele riu.

- O que foi? O que foi? De que está rindo?

- De você.

- Ah, sou engraçada? Coloque-me num circo. – irritei-me.

- Acalme-se, nós chegamos. – beijou-me no rosto.

Saiu do carro e deu a volta para me ajudar. Levei um susto quando ele me pegou no colo, fazendo-me ficar mais perdida do que já estava. Depois de um tempo ele me soltou e finalmente tirou o lenço de meus olhos. Não conseguia acreditar no que via.

- Então, o que acha? – perguntou, vendo minha perplexidade.

Estavam no lugar onde ele havia me pedido em namoro. No chão estava colocada uma toalha preparada para um café da manhã e algumas flores a volta. Não consegui dizer nada. Apenas virei-me para ele e beijei-o.

- Mereço isso tudo? – perguntou depois do beijo.

- Sim, merece mais. Está perfeito.

- Que bom essa era a intenção.

Estava tudo cheirando bem demais. E o gosto também estava maravilhoso. Descobri, então, que ele preparara tudo aquilo.

O tempo passava correndo, mas aproveitamos cada segundo. Conversamos, tomamos aquele café maravilhoso e namoramos é claro. Até que me lembrei de Lisa e de seu convite.

- Já falei com ela, virá para cá depois.

Ele realmente havia pensado em tudo.

- Sua festa será a noite, não é? – perguntou.

- Sim, por quê?

- Acha que pode escapar?

- O que quer dizer?

- Preciso que saia da festa para que possa te dar meu presente.

- Vou ver o que posso fazer...

- Prometa!

- Prometo! – levantei a mão direita e ri. – O que é o presente?

- Acha que vou contar?

- Não vai?

- Claro que não. – encerrou a conversa, sem me dar chance de perguntar outra vez.

Uma hora depois, Lisa chegou e passamos a tarde ali, fazendo tudo e nada ao mesmo tempo. Ela conseguiu me deixar ansiosa por causa da festa de tanto que falara nela. Mas só aconteceria dali a uma semana.

O tempo passou muito devagar naquela semana. Não via a hora de fazer 18 anos, saber o que ganharia de Felipe, e poder dirigir meu Volvo. Mas finalmente o Sábado chegou. Não diferente do normal, acordei com uma mensagem de Felipe. E havia outra de Lisa também.

Bom Dia Amor...

Parabéns...não preciso dizer que quero te ver muito feliz.

Aproveite o dia todo, cada segundo...

Não esqueça que você é a coisa mais importante da minha vida.

Te Amo muito...

Amigaaa... Te adoro demais...

Parabéns para nós...Te vejo logo...

Beijo...

Respondi aos dois alegremente, parabenizando minha amiga também. Logo depois, meus pais e minha irmã, irromperam pela porta, gritando e segurando uma bandeja de café para mim. Em seguida, Maria chegou com um delicado anel, me fazendo chorar.

Lisa chegou depois do almoço, com um enorme urso nos braços e entregou-o a mim. Abracei-a forte e dei a ela o urso que também tinha comprado para ela, mas que era muito menor.

Diferente da semana o dia passou rápido, pois eu estava ocupada. O único problema era que Felipe só chegaria a noite, mas eu podia agüentar. Chequei tudo milhões de vezes, inutilmente, pois estava impecável, mas nada me faria ficar menos nervosa.

A festa já começou perfeita, com todos meus amigos ali, e com Felipe que acabara de chegar. Lisa estava linda, e, modéstia parte, eu também. Aproveitamos tudo, rimos, conversamos, dançamos, e tudo do modo mais perfeito. Mas apesar de não dever querer mais nada naquele momento, não me contentei até ser a hora de ir com Felipe para saber o que era meu misterioso presente.

Saímos de fininho, sem dispersar os convidados e muito menos meus pais. Fomos até a casa dele que estava incrivelmente arrumada e decorada. Perguntei-me se ele fizera aquilo sozinho, ou se alguém arrumou a casa para ele. Sentamos no sofá que ficava no centro da sala e ele parecia um tanto nervoso.

- Então... escapei da festa... e agora?

- Sabe, quando eu comecei a te incomodar quando criança... – ele começou, encarando uma almofada.

- Ah, não vamos voltar... – levantei seu rosto para mim.

- Como eu ia dizendo... – ele me interrompeu e eu revirei os olhos – Fiz aquilo porque realmente fiquei chateado, porque eu gostava de você e...

- Seu presente é me deixar mal?

- Não, por favor, escute sem interromper, pode ser?

- Tudo bem.

- Lembra que eu te disse que só tive uma namorada e que não durou nada?

- Sim, mas... – colocou o dedo em meus lábios, fazendo-me parar.

- Eu não te disse o porquê. – balancei a cabeça. – Não consegui ficar com ela, pois só tinha outra no pensamento.

- Ótimo falar isso agora. – ironizei.

- Você é tonta ou se faz? – fiz cara de dúvida, ele deu uma risadinha – eu não conseguia te tirar da cabeça. – fiquei perplexa – Sei que é estranho, mas nunca consegui te esquecer. Não conseguia controlar. Sempre perguntei de você pra Lisa, ela me mandava fotos e... – beijei-o com muita vontade, ninguém tinha me dito algo do tipo, se declarado daquele jeito.

- Eu te amo, sabia? – disse a ele.

- Sabia. – ele riu – Você sabe que te amo. Mas me ama o bastante para aceitar meu presente, ou seja o nome que quiser dar?

- Mas você ainda não me disse o que é?

Ele passou a mão pelo meu rosto, e desceu pelo meu braço até minha cintura, puxando-me para ele. Começou a beijar-me de um jeito nervoso.

- O que está fazendo? – perguntei atingindo o mesmo nervosismo que ele.

- Desculpe-me, sou um idiota. Como pensei que você...

- Pensou certo. – respondi decidida.

Ele entendeu o que eu quis dizer, e eu aceitei seu presente, o mais perfeito de todos. Assim, vi que o amava incondicionalmente e que amaria para sempre. E por sorte minha, o que ele sentia era recíproco.

Quando acordei no outro dia, demorei alguns segundos para me dar por conta do que havia acontecido. Lembrei-me de tudo e corei, sem saber muito bem o porquê. Olhei de um lado para o outro, ainda um pouco tonta por ter acabado de acordar, mas não achei Felipe em lugar algum. Achei bom, de certa forma, pois isso me deu tempo para me levantar e me arrumar.

Fui até o banheiro de Felipe, que por sorte, era grande, mas não maior do que o meu.

Sorri ao sentir seu cheiro que estava por todo o banheiro. Surpreendentemente encontrei uma bolsinha de mão com coisas minhas em cima da pia com um bilhete ao lado que tinha a letra de Felipe.

Amor, achei melhor pedir para Lisa trazer algumas coisas suas.

Sabia que você iria querer.

Aliás, seus pais acham que você está na casa dela.

Estou preparando o café.

Dessa quando estiver pronta.

Amo você mais que tudo...

Sorri para o bilhete, feliz de ter minhas coisas ali e também de não ter que dar explicações para meus pais sobre onde havia dormido, ou não... Arrumei-me do melhor jeito e fiquei ainda mais feliz quando vi a roupa que Lisa trouxera. Era uma das melhores e mais confortáveis que possuía. Com os cabelos presos em uma trança jogada por cima do ombro, desci as escadas tomando fôlego, pois estava um pouco envergonhada. Mas mesmo assim, estava feliz demais para deixar isso ocupar minha cabeça.

- Bo...bom dia. – eu não parecia ser a única a estar envergonhada. – Eu... seu café. – ele estendeu uma xícara para mim.

Aproximei-me dele e peguei o café, que cheirava muito bem, mas larguei-o na mesa perto de mim e abracei-o forte, e ele retribuiu com muita vontade. Ficamos assim dois minutos, sem falar nada, apenas relembrando.

- Ainda bem que você desceu. Já achei que iria dormir até a tarde.

- Que horas são? – procurei um relógio com os olhos.

- Já são quase 11h30min. – arregalei os olhos – Por isso eu fiz um café-almoço para nós. – apontou com a cabeça para a mesa, toda preparada.

- Você é demais. – beijei-o – Eu realmente estou com fome. Posso? – olhei para a mesa e ele riu de meu jeito.

- Claro que pode. Também estou com fome. Estava te esperando.

Beijei-o novamente e me sentei à mesa. Enchi o prato e devorei tudo que coloquei nele, repetindo. Não me importei de ele estar me olhando comer tudo aquilo e nem que aquela comida se alojaria em minha barriga, me engordando. Apenas fiz o que veio a minha cabeça.

Enquanto tomava um gole de suco, notei que ele me encarava sem piscar, ou sem que eu o tenha percebido piscar. Não que aquilo me incomodasse, pelo contrário, eu adorava ver a sua atenção focada em mim, mas não resisti em perguntar:

- O que foi? Porque está olhando-me deste jeito?

- Nada, só estou admirando sua capacidade de ficar linda o tempo todo. – corei.

- É a mágica da maquiagem, meu querido. – quis fazer piada, consegui faze-lo rir.

- Sei, sei. – levantou-se – Mas você fica linda de qualquer maneira, sem a mágica da maquiagem.

Ele levantou-me da cadeira e pegou-me no colo, depois me levou até a sala enquanto me beijava.

- Assim você vai me acostumar mal. – falei rindo enquanto ele sentava ao meu lado no sofá – Não que eu esteja reclamando.

- Só você mesmo. Mas... – a campainha interrompeu-o – Vou ver quem é. – levantou-se e dirigiu-se a porta.

- Oi Lisa. A Nina está na sala, venha. – o ouvi dizer.

- Oi Lis. – falei animada. – Que bom que está aqui.

- É? Pensei que estivesse atrapalhando. – minha amiga estava encabulada.

- Não está não. – levantei e abracei-a.

- Que bom. – fez uma pausa – Não quero ser estraga-prazeres, mas é melhor você voltar para casa agora Mari.

- Infelizmente você está certa. – peguei minhas coisas que estavam em um canto do sofá – Vamos?

- Quer que eu vá com vocês? – perguntou Felipe passando os braços pela minha cintura.

- Querer eu quero, mas acho melhor não.

- Está me dispensando?

- Espero lá fora. – Disse Lisa, saindo. Acenei com a cabeça para ela.

- Não. – respondi a Felipe. – Apenas acho que Lisa se sentirá melhor assim.

Ele abraçou-me forte, levantando-me do chão e me beijou se despedindo. Depois saí e voltei para casa com Lisa.

- Meu Deus, meu Deus! Não acredito, não acredito! Minha nossa, minha nossa!

Depois que contei a Lisa o que havia acontecido ela começou a falar feito papagaio. Tive de sacudi-la para fazê-la parar antes de chegarmos até minha casa. Não seria uma boa idéia deixar meu pai ouvir. No mínimo ele mataria Felipe, o partiria em pedacinhos e jogaria em um buraco qualquer. Meu pai era muito conservador, e suas filhas eram seus tesouros preciosos e intocáveis.

Entramos passando pela sala e eu agradeci que minha mãe não estivesse ali para me fazer perguntas que eu não tinha vontade alguma de responder. Mas eu não escapei dela. Quando entrei em meu quarto ela estava em minha escrivaninha mexendo no computador.

- Princesa. Como se sente mais velha?

- Mais velha. – respondi, ela riu.

- Gostou da festa?

- Sim mãe.

- Não faltou nada?

- Não mãe.

- Estou incomodando?

- Sim mãe. – ela fechou a cara – Não mãe, só preciso de um tempo para me organizar. – tentei consertar.

- Vou deixá-las então. – ela sorriu e dei um beijo em cada uma.

Quando ela fechou a porta, me virei para uma cadeira e coloquei minhas coisas nela. Deitei em minha cama olhando para o teto, acompanhada de minha amiga que sentou a meu lado.

Ela começou a cantarolar nossa música preferida, esperando que eu a acompanhasse como fazia sempre, mas para surpresa dela, comecei a rir muito alto, como se alguém me fizesse cócegas. Era uma simples reação a tudo que havia acontecido desde a noite anterior, uma coisa que estava presa em mim e que acabara de explodir.

Sentei-me e olhei para Lisa que ria de mim e depois a puxei para se levantar. Começamos a pular na cama feito duas crianças em uma cama-elástica. Então Sophia entrou no quarto e olhou incrédula para a cena.

- Vocês fizeram 18 ou 8 anos?

- Cale a boca. Estamos apenas felizes. – ri, enquanto caía sentada na cama – O que você quer?

- Só queria te perguntar – sentou em minha cama de frente para mim – o que foi que o Felipe te deu. Pensa que não vi vocês saindo ontem da festa? O que aconteceu?

Fiquei muito vermelha, sentindo meu rosto ferver. Olhei para Lisa que me encarava calada e depois voltei a olhar Sophia. O que aconteceu devia estar estampado em meu rosto, pois ela arregalou os olhos e escancarou a boca, quando me levantei sem saber o que dizer.

- Vai saindo irmãzinha. Temos coisas para fazer. – puxei-a da cama e empurrei-a para a porta.

Ela virou para mim, soltando minhas mãos de seus ombros.

- Aconteceu o que penso que aconteceu?

- Sophia... – não sabia o que falar, e Lisa continuava quieta.

- MEU DEUS! – ela gritou.

- Cale a boca. – falei sem conseguir aumentar o tom de voz – Se falar algo para a mamãe, eu juro...

- Claro que não vou dizer nada. Acha que sou louca?

- Realmente quer que eu responda? – perguntei e ela revirou os olhos.

Ela queria que eu contasse tudo, mas obviamente não contei nem a metade. Falei apenas o suficiente para deixá-la satisfeita e parar de me incomodar.

O resto do dia tentei me distrair com as duas, fazendo de tudo um pouco. Fomos a sala de jogos e testamos quase tudo que havia lá: pingue-pongue, xadrez, cartas, futebol de botão, e até vídeo-game, que não costumava jogar, achava que era jogo para meninos. Mas tudo que vinha a minha cabeça era Felipe, Felipe, Felipe...

P.S.: Guriias me deu aloka ahshashahsa. Decidi q toda a vez q eu postar um capítulo vou dedicar ele pra alguém... O capítulo de hj eu vou dedicar pra Nathee... amoore, to aqui forever and ever!!! Aaaaah!! Faltam 7 dias pra Eclipse e 4 pro meu niiiiver!! Taah jah falei demais... beijinhoos, fuuui...

Seem coments...

Seeeeiis!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais um!!!

Oioioi!!!
Amoooores... hoje eu trago pra vcs o quinto capítulo!!! Ameei q vcs gostaram do quarto capítulo ;]
Espero q gostem desse tb =D
Entaum aí vai ele!!
Beijinhoos

CAPÍTULO 5 – COMPROMISSO

Acordei realmente cansada no outro dia, mas estava mais feliz do que nunca. Vi minha amiga sentada em sua cama no mesmo estado de espírito que eu. Olhamos-nos com caras de bobas durante um minuto, depois nos abraçamos.

Ficamos durante uma hora conversando sobre a noite anterior, revelando e relembrando de tudo com detalhes. Ele era só o que estava em minha mente. Lembrava de cada toque, de cada palavra dita, de cada beijo, do sorriso dele, do perfume que ficara em meu vestido.

Almoçamos com Dona Helena, que fez apenas perguntas básicas sobre a festa. Era por isso que eu gostava de ir para a casa delas depois das festas. Minha mãe fazia um questionário logo quando eu acordava e isso me irritava um pouco. Ela era um pouco moderna demais para eu absorver.

Vesti uma roupa que deixara na casa de minha amiga e ela me acompanhou até minha casa. Mas não chegamos até lá. No meio do caminho, topamos com Felipe. Segurei firme a mão de Lisa, antes de chegarmos perto dele.

- Pelo menos respire. – disse ela e eu respirei fundo. – Oi Lipe.

- Oi meninas. Tudo bem?

- Claro, e com você?

- Estou realmente bem. – ele olhou para mim e eu corei. – Estão indo para onde?

- Estava indo levar Mari para casa.

- Importam-se se eu acompanhá-las?

- Não. – respondi automaticamente.

- Ai, lembrei de um trabalho que tenho que fazer. Até logo. – ela se virou e foi embora.

- Acho que vamos sem ela. – ele riu de si mesmo.

- Não precisa...se não quiser. – mas foi como se ele não tivesse ouvido o que eu disse.

Andamos por duas quadras em silêncio. Eu não arriscava uma olhada para ele. O clima estava estranho, até que ele puxou meu braço e me fez parar.

- Por que está assim? – perguntou.

- Assim como?

- Se arrepende do que aconteceu ontem?

- Não, é claro que não, eu...

- Ótimo.

Ele encostou-me no muro de uma casa, me fazendo perder a respiração e me beijou por um longo tempo. Quando ele me soltou eu estava completamente tonta. Cheguei a cambalear em seus braços antes de me recuperar. Mas em meio a confusão me veio a alegria de saber que talvez fosse mais do que uma simples ficada.

- Me desculpe. Eu... – disse ele, parecendo preocupado com minha expressão.

- Não, tudo bem.

- Você está bem?

- Sim, estou.

- Vem, vou te levar para casa. – ele me puxou pelo braço.

- Espere! – falei rapidamente. – Vamos ficar mais um pouco aqui.

Ele sorriu para mim e entendeu o que eu queria. Depois de um tempo ele me levou até em casa, parando um pouco antes para se despedir de mim como realmente queria. Separar-me dele e deixa-lo ir foi difícil, mas eu senti que não seria minha última oportunidade de estar daquele jeito com ele.

Eu não estava errada, felizmente não estava. Nos víamos quase todos os dias e na maior parte das vezes acabávamos nos beijando, principalmente quando íamos a festas, sempre acompanhados por Lisa, é claro.

O problema é que já fazia mais um mês que estávamos assim e não passávamos de simples ficadas. Seria mentira dizer que não gostava, mas, agora eu tinha certeza, eu realmente gostava dele e queria que as coisas ficassem sérias.

Apesar disso eu não podia deixar de ficar feliz, tanto por ele, quanto por Lisa que agora namorava com Lucas e estava radiante. Ela era a única amiga que eu tinha certeza de que contaria sempre, que estaria a meu lado quando eu precisasse. Tinha essa confirmação agora. Várias amigas quando começavam a namorar, simplesmente esqueciam de mim, só tinham olhos para o namorado. Mas ela não era assim, eu sabia que se eu fosse assim com ela não me perdoaria.

Eu estava em casa com Lisa pensando em como faríamos nossa festa de 18 anos. Por coincidência os dois aniversários eram no dia 26 de Junho, e as festas eram sempre feitas juntas. Essa não seria diferente. Em meio à decoração, DJ e cardápio, meu celular toca.

- Alô.

- Está em casa? – era Felipe.

- Estou, com Lisa, mas...

- Me espere que estou indo lhe buscar. Sozinha! – e desligou.

- Nossa! Que estranho! – falei me dirigindo a minha amiga que estava do meu lado.

- Quem era? – olhei para ela como quem diz: “Não é óbvio?” – Tá, o que aconteceu?

- Ele vem aqui me buscar.

- E vamos aonde?

- Ai amiga, desculpe, mas ele disse que era para eu ir sozinha. – disse com muito medo de magoá-la.

- Relaxe, não tem problema. Eu já ia sair com Lucas mesmo.

- Que bom que não ficou chateada. – abracei-a.

- Você me conhece.

- Exatamente por isso que estava com medo.

Ela mostrou-me a língua e eu ri. Arrumamos-nos e fomos esperar na porta da frente, aonde Lucas chegou primeiro e levou Lisa. Um minuto depois Felipe chegou e nem saiu do carro, apenas abriu a porta por dentro do carro. Ele respondeu ao meu “oi” e começou a dirigir. Comecei a ficar realmente preocupada. Paramos em um parque, que mal conhecia, mas que com ele ali, parecia o lugar mais lindo de todo o mundo. Mesmo que ele estivesse estranho. Subimos um pequeno morro e ficamos onde dava para se ver a cidade. O sol já se punha, e aquela paisagem se tornava cada vez mais perfeita aos meus olhos. Sentamos e fixamos o olhar na paisagem.

- Vai me dizer o que está acontecendo? – perguntei impaciente.

- O sol está se pondo. – ele disse sério.

- Rá, rá... muito engraçado.

- Não era para ter graça. Só respondi sua pergunta.

- Ótimo. – irritei-me e ameacei me levantar. Ele segurou-me pelo braço. – Solte meu braço.

- Se eu soltar você fica?

- Vai me contar a verdade?

Ele largou meu braço e virou-se para mim.

- Desculpe, é que eu não sei como dizer isso.

- Está me assustando. – isso era a mais pura verdade.

- Eu sei. – ele olhou para o chão – Mas não se preocupe. Não vou lhe matar. – ele riu nervoso.

- Felipe, pelo amor de Deus, eu... – ele me interrompeu.

- Quer namorar comigo?

Esqueci como se respirava e empalideci. Caí para frente e ele me segurou um pouco assustado pelo estado em que eu ficara.

- Você está bem? Eu não devia...

- Sim! – eu disse recuperando a respiração.

- Sim o que?

- Sim! – repeti.

- Sim, você está bem?

- Não, sim, eu quero namorar com você.

- Mas você está bem?

- Por acaso me ouviu? – perguntei incrédula enquanto me ajeitava.

- Ouvi, eu... Minha nossa, você aceitou! – Puxou-me para perto dele.

Eu ri durante uns dois minutos de nervoso, alegria e incredulidade ao mesmo tempo. Não poderia ficar mais feliz do que estava naquele momento, com ele tão perto de mim, meu namorado. Depois de uns dez minutos, me lembrei de ligar para Lisa, que me mataria se eu não o fisesse.

- Então ele finalmente tomou coragem?

- Impressão minha ou você já sabia de tudo?

- É claro que eu sabia. Esqueceu que sou a melhor amiga dele também?

- Ah! – olhei para ele, que deu seu sorriso que me deixava sem ar – Nos falamos depois.

Desliguei e voltei a deitar nos braços de Felipe. Infelizmente, não por muito tempo, pois meu pai ligou para saber onde eu estava e com quem. Não adiantava eu dizer que estava com Lisa, porque ele havia a visto sair com o namorado. A única solução foi dizer que eu estava com o meu namorado.

- O QUE? Desde quando você tem namorado? Sua mãe sabe disso e acobertou você como sempre. – disse como uma afirmação – MARIA CRISTINA! – ele berrou chamando minha mãe, e eu tive de afastar o celular do ouvido.

- Acalme-se pai. Mamãe o conhece, mas não sabe de nada, deixe-me chegar em casa que lhe explico tudo. – preferi não dizer que ele também o conhecia, para não começar um interrogatório pelo telefone.

- Tudo bem, mas não demore mocinha!

- Claro pai. – olhei para Felipe rindo – Ótimo, terá que encarar a apresentação ao papai.

- Já posso me suicidar?

- Não fale assim. – dei um tapa em seu ombro – Só vai ter que se apresentar como namorado, porque ele já te conhece. E gosta de você.

- Mas para mim só importa – puxou-me, fazendo-me cair em sua perna – que você goste de mim.

- Isso é fofo demais – beijei-o – mais ainda terá de ir até minha casa.

- Droga. – ele disse e riu.

Levantamo-nos depois de mais um minuto e sem vontade alguma, fomos até minha casa. Quando chegamos, meus pais e Sophia estavam esperando sentados no sofá.

- Oi pai, mãe, Sophia.

- Então é o menino Felipe. – disse meu pai, levantando-se.

- Pai, seja mais educado com ele. – disse Sophia – Oi Felipe.

- Oi Sophia. Olá Dona Maria Cristina, Seu Luiz Antônio. – ele disse apertando um pouco minha mão, nervosamente.

- Que é isso Felipe. Já disse para esquecer o “Dona”.

- Claro.

- Desculpem-me a grosseria. Sente-se Felipe. – disse papai, surpreendendo-me.

Depois disso, tudo ficou fácil. Meu pai realmente gostava dele e não ficou me enchendo sobre isso. Só que eu descobri que ele gostava um pouco demais de Felipe, fazendo perguntas sobre tudo para ele, não o deixando respirar. Ou talvez fosse uma tática para deixá-lo longe de mim. Quando consegui ficar sozinha com ele já era tarde e ele teve de ir embora.

Eu não cabia dentro de mim de tanta felicidade. Não tirava da cabeça o jeito fofo que havia ocorrido o pedido e quase não consegui dormir pensando nisso. Era demais para ser verdade. Eu estava na melhor fase da minha vida, em que tudo estava dando certo.

Só faltava eu finalmente completar meus 18 anos e poder dirigir meu próprio carro, ser dona da minha própria vida. Fazer o que quisesse. E felizmente essa data não demoraria muito para chegar.

P.S.: FALTAM 14 DIAS PRA ECLIPSE E 11 PRO MEU NIIIVER!!!! (eu tinha q comentar isso, hihi)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Diviiiirtam-se!!!

Ooooi galerinhaa!!

Hoje to trazendo o quarto capítulo do livroo!!! o//
Espeeero q gostem!!
beijoocas

CAPÍTULO 4 – INÍCIO

- Conte-nos tudo, com detalhes, o que aconteceu?

- Não aconteceu nada mamãe, só assistimos ao filme.

- Tá bom, duvido que tenha sido só o filme. – intrometeu-se Sophia.

- Foi só o filme sim, agora me deixem ir me arrumar.

Saí da sala e subi a escada enquanto minha mãe gritava: “Não esqueça o casaco, Princesa.”. Já estava demorando.

Quando finalmente me vi sozinha, não conseguia tirar o sorriso do rosto. Tomei um banho um pouco demorado no chuveiro e me maquiei deixando meus olhos bem destacados. Penteei os cabelos milhões de vezes, firmando as ondas das pontas. Coloquei uma calça jeans, uma blusa azul com decote em V e finalizei com um casaco preto. Estava mais produzida do que o normal, mas era por que estava feliz.

- Nina, a Lis está aí em baixo te esperando. – ouvi Sophia dizer.

- Obrigada, estou descendo. – me virei para a porta.

- Não vai levar nada para anotar, nem um caderno? – perguntou minha irmã e eu olhei para minhas mãos. Tinha que refazer as unhas.

- Opa! – Sophia riu e nós descemos.

Despedi-me de todos e fui até a porta da frente, onde achei que meu pai esperaria com o Volvo que eu o obrigara a comprar depois de ler Crepúsculo e que logo seria meu. Levei um susto ao ver um carro que não conhecia e ouvir alguém dizer:

- Carona?

- Quem...? – a cabeça de Lisa apareceu na janela de trás do carro.

- O Lipe está de carro, venha conosco.

Fui para o carro até a porta de trás quando Felipe disse:

- Sente aqui na frente, Lis exigiu o banco de trás.

- Madame. – falei e eles riram.

Entrei no carro, e ele começou a dirigir, enquanto eu o observava em silêncio. Mas ele só durou até Lisa rir e depois ligar o rádio. Obriguei-me a olhar para ela e rir também. Chegamos a faculdade e Lisa deu um jeito de escapar.

- Lipe, pare aqui, minha sala fica aqui perto. – ele fez o que ela disse e seguiu comigo no carro.

Seguimos até o estacionamento onde ele parou o carro, desceu e abriu a porta para mim. Fomos até a sala sem muito falar e sentamos lado a lado. Durante a aula descobrimos que a pessoa a nosso lado seria nossa parceira em trabalhos e provas até o fim do semestre.

Também não conversamos muito durante a aula. O que falamos foi basicamente sobre o primeiro trabalho que teríamos que fazer. Porém, trocamos muitos olhares, que diziam coisas que palavras escondiam, que não demonstrariam o que desejávamos.

A aula passou rápida demais para mim. Queria ficar ali só olhando para ele sem dizer nada, vendo suas feições, seu modo de agir, seu sorriso e ouvindo sua voz que ecoava linda em meus ouvidos. Saímos da sala e eu comecei a tremer de frio, pois a noite estava excepcionalmente gelada naquele dia.

- Você está com muito frio, não é? – ele fez a pergunta de resposta óbvia.

- Estou. Não costuma ser assim aqui.

- Pegue o meu casaco. – ele tirou-o e estendeu-o a mim.

- Não, obrigada. Você ficará com frio.

- Pegue logo, já estou acostumado com o frio, e não sou frágil como você.

- Está me chamando de frágil?

- Estou. Lindamente frágil. – ele passou a mão pelo meu rosto e colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

Olhei para baixo e sorri sem saber o que fazer. Ele me ajudou a vestir o casaco e passou o braço pelo meu ombro enquanto andávamos. O problema foi que topamos com Lisa que já chegou rindo, com os cabelos escuros soltos contra o vento.

- Nós...eu estava com frio e... – tentei dar uma explicação sem saber para o que.

- Perguntei algo?

- Não, mas pensou. – respondi. Ela estava a ponto de explodir em gargalhadas.

- Acho melhor irmos logo. – disse Felipe, antes que a situação ficasse mais constrangedora. Seu braço ainda estava em meus ombros.

- Claro, antes que Mari congele, não é? – Lisa perguntou olhando para mim. Revirei os olhos para ela e nos dirigimos ao carro.

Lisa estava muito empolgada com o curso de psicologia e passara a viagem inteira falando sobre ele. Concentrei-me nela, pois a adorava e não queria que começasse a dizer que não prestava mais atenção nela e só pensava em Felipe.

Chegamos em minha casa e quando saí do carro quase esqueci de devolvê-lo o casaco. Despedi-me e ele seguiu com Lisa. Eu estava radiante e minha mãe percebera isso, fazendo mil perguntas sobre a faculdade, os colegas, os professores e Felipe, é claro.

Nada escapava aos olhos dela, principalmente quando se tratava de mim ou de minha irmã. Então ela não descansaria enquanto não arrancasse algo de mim sobre o que estava acontecendo. Porém nem eu sabia ao certo o que estava acontecendo. Acabei por me livrar do interrogatório e fui dormir pensando em tudo que vivera em apenas um dia.

Nos dias que se seguiram tudo começou a ficar melhor para mim, de um jeito diferente, porém melhor. Eu, Lisa e Felipe íamos juntos a faculdade, saíamos, olhávamos alguns filmes velhos, etc. Enfim, estava tudo como devia estar, ou até melhor.

Eu conversava com Felipe quase todos os dias, sobre várias coisas e não só a faculdade ou Lisa. E não nos víamos só quando ela estava junto, mas eram raras as vezes em que não estava. Eu gostava assim, pois ela era minha amiga acima de qualquer coisa ou garoto e conhecia-nos muito bem para saber quando estava ou não atrapalhando. E era bom ter ela para poder contar tudo, afinal ela o conhecia melhor que eu e me ajudava sempre.

Mas foi em uma noite específica que as coisas realmente começaram a mudar de um jeito especial.

Era um sábado a noite e eu estava em casa sem muito o que fazer. Já havia tentado várias coisas, mas nada segurava minha atenção. Queria que meus amigos estivessem ali, mas já eram quase 10 horas da noite e eu só havia falado com eles antes das 2 horas da tarde. Pensava nisso, um pouco triste quando o meu celular tocou.

- Alô. – falei desanimada, sem saber com quem falava, pois não tive vontade de ver o número.

- Nossa, que voz é essa? – descobri, era Lisa – Mas não importa, quer sair?

- Quero, é lógico, mas para onde?

- Ótimo, estou indo aí. Beijo.

- Lisa? – mas ela já havia desligado.

Fiquei sentada em minha cama sem saber nem ao menos o que vestir, até que o telefone da casa tocou: “Lisa está aqui.”, disse Maria, que de costume mandou-a subir e só ligou para avisar.

- Mari, oi amiga! – ela parecia muito animada, com um sorriso imenso estampado no rosto.

- Oi. Será que você pode me dizer aonde vamos e o que devo vestir?

- O Lucas me ligou. Você lembra dele, certo?

- Sim, mas... – mas ela não me deixou terminar.

- Então, ele me convidou para sair hoje. Eu fiquei empolgada, mas é óbvio que não demonstrei a ele que tinha ficado. – esconder a empolgação não era um forte de minha amiga – Então, pensei em falar com você, para você ir também, e... – ela não pararia se eu não a cortasse.

- LISA!

- O QUE É? – ela levara um susto.

- Para onde vamos?

- Ah, me desculpe. – ela sentou em minha cama – Vamos a uma boate.

- Ai Lis, eu adoraria te ajudar, mas se eu for vou ficar sozinha, ou se ficar junto com vocês vou ter que dar uma de castiçal. – ela riu de mim.

- Você não vai ficar sozinha e muito menos segurar vela. Sabe que eu não faria isso.

- É, eu sei. Então me explique como.

- Nossa, às vezes você consegue ser mais burra que eu Mari.

- Como assim? – fiquei realmente curiosa. Ela revirou os olhos como se a resposta para a pergunta fosse óbvia demais.

- Ai Marina, o Felipe vai também. – ela estava certa, a resposta era realmente óbvia.

- Aaaaaaaaaaah. Então, vamos nos arrumar?

Ela riu e assentiu. Seguimos para o banheiro, onde nos maquiamos e passamos alguns cremes, o que não poderia faltar. Agora eu estava tão animada quanto ela, e só o que falávamos era sobre o que poderia acontecer naquela noite.

Fomos ao closet e depois de muito provar, finalmente escolhi o que usaria: um vestido xadrez solto com um cinto preto abaixo do busto, uma sandália e um bolerinho que levaria apenas para não ouvir reclamações de minha mãe. Lisa colocou um short preto com uma blusa azul-escura com um lado caído no ombro e uma sandália também. Completamos com tiaras nos cabelos soltos e muitas vezes penteados.

Peguei uma bolsa pequena para cada uma de nós onde dividi as coisas que colocaria: celulares, dinheiro e algumas maquiagens. Despedi-me de minha mãe e fui com minha amiga esperar Felipe, que nos levaria.

Quando ele chegou, entrei na frente como já havia me acostumado e vi seus olhos se arregalarem ao ver-me toda produzida. Nós o cumprimentamos e ele respondeu um pouco atordoado. Não pude deixar de rir e ouvi-lo rir em seguida.

Chegamos até a boate onde Lucas, o “amigo” de Lisa já esperava. Entramos e depois de uns dez minutos ela sumiu no meio da multidão com ele. Eu continuei sentada em um banquinho do bar com Felipe, como ficara desde que entramos.

- Esse Lucas é mesmo rápido, você não acha? – disse ele, quebrando o silêncio.

- É, um pouco, mas ela gosta dele.

- E é melhor ele gostar dela também, senão verá uma coisa.

- Porque, você gosta dela? – perguntei com medo da resposta.

- Gosto, como amigo. Ela é como uma irmã para mim, só estou tentando protegê-la.

- Ah. – tive de me concentrar para não ficar com cara de boba diante do jeito dele.

- É bem diferente do que sinto por... – ele parou.

- Por? – fiquei curiosa.

- Ninguém... esquece. – fitou o copo que tinha nas mãos disfarçando.

- Ah vai... agora fala. – insisti.

- Tudo bem. – ele ainda não me olhava. Será que eu queria mesmo escutar a resposta? – É bem diferente do que sinto por você. – ele falou com um sorriso fraco.

- Hm. – falei, incapaz de dizer outra coisa. Mas e agora? O que esse “bem diferente” queria dizer?

- Venha, vamos dançar. – ele falou mudando de assunto enquanto me puxava pela mão.

Fiquei muito nervosa, pois era a primeira vez que dançávamos sem a presença de Lisa e cada vez ficávamos mais próximos um do outro. E eu ainda não absorvera a conversa que tivemos. Ele realmente gostava de mim?

Fomos até o meio da pista de dança onde, ao longe, vi Lisa agarrada a Lucas. Fiquei feliz, pois ela realmente gostava dele.

A música que tocava era eletrônica, então começamos dançando separados, de frente um para o outro. Um pouco depois, ele pegou minha mão e me puxou para perto, fazendo um arrepio percorrer todo meu corpo. Abraçou-me junto a seu corpo e começou a falar em meu ouvido.

- Você sabe que é linda, eu já lhe disse isso milhões de vezes, mas hoje está perfeita. – Quase desmaiei em seus braços, mas consegui me recuperar.

- Obrigada, você também. – eu disse, e pensei ter falado demais – Quero dizer...

- Eu entendi. – ele riu – Obrigada.

Ficamos quietos por alguns perfeitos segundos em que ele me embalava em uma dança fora do ritmo. Depois ele recomeçou, me lembrando de onde eu estava.

- Posso lhe fazer uma pergunta?

- Pode.

- Se não quiser não precisa responder.

- Tudo bem, pergunte.

- Porque você me deu um fora quando éramos crianças?

Eu ri, olhei para ele com os braços em seu pescoço e respondi:

- Porque era criança. – nós rimos – Você sabe como eu era quando criança.

- É, acho que sei. – ele fez uma pausa – Posso fazer outra pergunta?

- Desde que não faça um questionário, pode. – ele riu.

- Prometo que essa é a última.

- Então pergunte.

- Você me daria outro fora?

- O que quer dizer? – perguntei fingindo não entender, em um misto de nervosismo e alegria.

- Agora que não somos mais crianças, ainda me daria um fora?

Parei de dançar, fazendo-o parar também. Olhei para baixo, depois o encarei e finalmente respondi.

- Faça o teste. – falei, sem me importar com o fato de estar sendo atirada.

- Arriscando levar outro fora?

- Você que sabe. A pergunta foi s... – mas não terminei a frase.

Ele me puxou para o mais perto possível que pude ficar dele e, passando a mão delicadamente pelo meu rosto, finalmente me beijou. Foi melhor do que eu tivera imaginado, melhor do que qualquer outro fora.

- Você não vai me dar um tapa, vai? – perguntou ele depois que me soltou.

Não respondi nada, apenas firmei meus braços em seu pescoço e beijei-o novamente.

- Ótimo! Isso é um não. – disse ele.

- Por que você não se mudou antes pra cá? – perguntei mudando de assunto. Eu queria que só importasse o agora e não o passado.

- Porque antes eu dependia dos meus pais. Agora eles ainda me ajudam um pouco, mas eu estou aprendendo a viver, como diria minha mãe.

- Hm... – desviei o olhar.

- O que foi?

- Nada.

- Você ia perguntar mais alguma coisa. – ele falou em tom de afirmação.

- Deixa para lá. – Droga! Por que ele tinha que notar tudo?

- Fala, se eu não quiser não respondo.

- É besteira. – ele me olhou como se implorasse com os olhos. – Tudo bem. – ele sorriu, e eu também. – Você não tinha nenhuma namorada que lhe segurasse por lá?

Ele sorriu novamente, beijou meu rosto e depois de um tempo respondeu com outra pergunta:

- É isso que lhe preocupa?

- Não. – falei um pouco atordoada. – É só...curiosidade.

- Vou fingir que acredito. – revirei os olhos e virei o rosto, mas ele segurou-o e puxou-o para o dele, beijando-me novamente. – Eu não tinha nenhuma namorada lá. Na verdade só namorei uma vez, - respirei fundo ao ouvir isso – mas não durou muito. – relaxei. – E você? – respirei fundo de novo.

- Eu não...nunca namorei. Namoros sérios, você sabe.

- Hm. Importa-se se pararmos de falar um pouco?

- Não. – respondi, entendendo o que ele queria.

Ficamos por mais um tempo ali e depois fomos sentar em umas mesas em um dos cantos da boate. Lá encontramos Lisa e Lucas e nos sentamos com eles. Lisa olhou para mim como quem pergunta algo e, então, acenei com a cabeça em um sinal positivo, vendo o sorriso em seus lábios.

- Estavam na pista? – perguntou Lisa.

- Sim, e vocês? – respondeu Felipe.

- Também.

- Vou buscar uma bebida, vocês querem algo? – perguntou Lucas.

- Qualquer coisa que me faça repor a energia. – falei e fiquei vermelha ao ver todos segurando a risada.

- Eu também. – disse Lisa, tentando ajudar.

- Eu vou com você. – disse Felipe a Lucas. Beijou-me no rosto e se levantou.

- CONTA TUDO! – gritou Lisa quando eles saíram.

Sorri para ela e contei a história com todos os detalhes que ela exigiu.

- O que você acha?

- O que sempre achei. – disse ela.

- Tá, e o que é?

- Acaba de arranjar um namorado amiga.

- Não exagere. – a conversa parou quando eles voltaram.

Conversamos por mais algum tempo, sobre assuntos diversos. Sentia-me bem ali com eles, mesmo com Lucas que mal conhecia. Era impossível notar o modo como Felipe me olhava e me abraçava. Depois de um tempo, fomos para a pista de dança onde ficamos um bom tempo dançando em casais.

Estava tudo perfeito para mim, não queria parar de dançar ou de abraçá-lo, e muito menos de beijá-lo, mas meus pés doíam demais. Eu adorava usar salto alto, mas o odiava em momentos como esse. Desisti e pedi para sentarmos, mas ele viu que eu estava muito cansada e disse para irmos embora.

No carro, enquanto Lisa dormia no banco de trás, eu me abraçava a ele do jeito que conseguia separada pelos bancos. Chegamos a casa de Lisa, onde eu ficaria aquela noite e nos despedimos com outro beijo, mais demorado e delicado.

- Durma bem. – ele disse, olhando fixamente em meus olhos antes de me dar um último beijo. Eu apenas sorri e me segurei para não falar “sonharei com você.”

Com Lisa apoiada em mim, entrei em sua casa e nos dirigi ao quarto dela. Ajudei-a a se deitar e me acomodei a seu lado. Dormi depois de alguns minutos. O meu sonho ainda era com Felipe, como eu previra antes, e agora a cena era daquela noite.