quarta-feira, 4 de agosto de 2010

De novo, de novo!

Oiiie pessoas... Mais um capítulo hj proces... Leiam e divirtam-se, aaah! e comentem. É com os comentários q eu vejo se o blog tah bombando ou não ahsahshashasahs =P
Então vamos lá... beijinhooos

CAPÍTULO 11 – CONFLITOS

Estava em uma sala junto com algumas pessoas: minha mãe, Sophia, Lisa, Felipe e uma criança que não reconheci. De repente a sala ficou escura e quando voltou a clarear, minha mãe havia sumido. Escureceu novamente, clareou e Sophia desapareceu. Outra vez e Lisa sumiu. Depois aconteceu com Felipe e com a criança que chorava antes de sumir. Eu caí no chão e fechei os olhos, mas algo me dizia que eu não estava dormindo ou desmaiada.

Abri os olhos assustada e encarei o teto. Aquele sonho fora muito real e me deixara pior do que já estava. Estranhei ao ver a parte de cima de minha cama, que indicava que eu estivesse em minha casa. A primeira coisa que veio a minha cabeça foi Sophia. O que aconteceu? Como ela estaria? E depois lembrei do meu namorado, ou ex, eu não tinha como saber.

Sentei na cama e comecei a procurá-lo. Não o via em lugar algum, então enlouqueci. Ele havia me deixado novamente. Descumprido a promessa. Por quê? Por quê?

- Não. Não. – sai pulando da cama e me segurando nela para não cair. – Felipe! – gritei desesperada – Felipe!

Estava a ponto de cair no chão sem esperanças para aguentar mais aquilo, quando dois braços fortes me seguraram. Mesmo sem olhar para trás, eu soube que era ele.

- Ei, ei. – sussurrou me virando de frente para ele – Estou aqui. Fique calma.

- Acordei... você... sumiu. – eu chorava ao falar – Achei que... tivesse me... deixado. – abracei-o forte.

- Eu não prometi que ficaria aqui? – perguntou calmamente.

- Sim, mas...

- Então eu ficarei aqui. Ouviu?

- Sim – solucei – Mas... não te vi... em lugar algum.

- Eu estava no banheiro. Só isso. Agora venha cá. – levou-me de volta a cama – Acho que isso vai te acalmar – continuou – Sua irmã está no hospital internada, mas não sofreu nada muito grave. Seus pais estão lá com ela e me pediram para ficar aqui com você.

- Eles ainda se preocupam comigo. – falei mais calma – Mesmo eu sendo um monstro.

- Você não é um monstro, amor. – sorri ao ouvir isso.

- Amor?

- Eu não disse que deixei de te amar. Pelo contrário. Disse para você não esquecer que te amo. – encarou o chão.

- Então por que fez aquilo?

- Falamos disso depois. Acho melhor... – interrompi-o.

- Não. Falaremos agora. – encarei-o.

- Você deve descansar. Não pense nisso agora. – ficara sério.

- MAS QUE DROGA! – gritei – Até quando vai ficar me enganado. Pensa que pode brincar com isso. Isso não é um jogo. – segurei o choro e tentei ser firme – O que tem aqui – coloquei a mão na barriga – é nosso filho. Não há como mudar isso. Então fale a verdade, porque não estou nem um pouco disposta a tirá-lo, se é isso que pensa.

- Não. É claro que não. – levantou – nunca pediria isso. Só...

- O que? – irritei-me.

- Alguém podia criá-lo.

- NUNCA. – levantei também e ele me apoiou – Eu vou criá-lo. Com ou sem você.

- Tudo bem. Escute-me, pode ser? – sentei de novo encarando a parede. – Nina?

- Fale. – olhei-o.

- Eu ainda não sei o que fazer. Não pedi um filho.

- E eu pedi? – cruzei os braços.

- Dá para escutar? – puxou meu rosto – Te proponho uma coisa. – suspirou – Vou cuidar de você até decidir o que fazer. Garanto isso até me decidir. – segurou minha mão – Mas se não quiser que eu fique, vou embora agora mesmo.

- Isso não é uma garantia de que vai ficar conosco. – olhei para minha barriga – Certo?

- Certo. – fechei os olhos – Nina, eu me odeio por isso. Mas não tenho como te prometer mais do que isso.

- Então terei que me acostumar com a incerteza. – uma lágrima desceu pelo meu rosto e ele secou-a.

- Desculpe. Por favor. Não quero que me odeie.

- Bem que eu queria te odiar agora. – ri sem nenhum divertimento – Mas nunca conseguiria. – deitei em seu colo.

- Cuidarei de você. – sussurrou – Cuidarei de você.

- Então comece agora. – tentei acabar com o clima frio – Estou com fome.

- Claro. – sorriu – Comeu algo depois que saímos do hospital?

- Não.

- Você é louca de ficar tanto tempo sem comer.

- Dormi a noite toda, ou hoje ainda é o pior dia da minha vida?

- Não fale assim. – endureceu a voz.

- Só responda. – sentei.

- Não dormiu a noite toda. – levantou e foi até a porta – Vou pegar algo para você comer. Já volto.

- Preparar você quis dizer. – sorri um pouco.

- É o que quer?

- Sim.

- Tudo bem então. Não demoro.

Ele saiu do quarto e eu me encostei em uns travesseiros. De olhos fechados, tentei repassar tudo que havia acontecido naquele dia que parecia nunca ter um fim. A descoberta de que estava grávida, a rejeição de Felipe, o acidente de Sophia, Lisa tentando me ajudar, Anderson aparecendo e Felipe finalmente me salvando de tudo aquilo.

Tum. Tum. Tum. Ouvi batidas na porta e vi meu pai entrando, com uma expressão séria. Poucas vezes o vi daquele jeito. Encarando seus olhos a dor por Sophia voltou a meu peito.

- Filha, eu... – interrompi-o antes que ele dissesse o que queria.

- Perdão, pai. Desculpe por Sophia, ela não tem culpa de nada. Desculpe por mostrar que não sou o que você pensava. Por despontá-lo. Por ser um monstro. – lágrimas saltaram de meus olhos.

- Não estou aqui para te julgar. – sua voz era fria – Estou sabendo de tudo o que aconteceu. – sentou na ponta de minha cama – O que você fez foi muita falta de responsabilidade, e nada justifica isso. Mas posso entender seus motivos.

- Desculpe. – não conseguia encara-lo.

- Sinto que tenho culpa em tudo isso. Por estar tão pouco tempo com você. – baixou os olhos.

- Não pai. Ninguém tem culpa a não ser eu. Poderia dizer que Felipe tem, mas ele não é responsável pelos meus atos. Só peço que me perdoe, se puder. – encarei-o.

- É claro que perdôo. Você é minha filha. Mas não faça nada assim novamente.

- Obrigado pai. – ele estendeu os braços e eu abracei-o.

- E está de castigo. Por tempo indeterminado.

- Sem problemas. – sorri.

Beijou minha testa e saiu, mas antes disse que me amava, e que eu entenderia dali a alguns meses do que ele estava falando. Eu tinha a leve impressão de que já sabia. Que já sentia por aquela coisinha pequena dentro de mim o amor que ele sentia por mim.

Felipe entrou no quarto enquanto eu tentava me distrair com alguma música, mas eu mal prestava atenção. Pensava em Sophia. Ele colocou uma bandeja lotada a minha frente que cheirava muito bem.

- Não terei que separar algo para você vomitar, não é?

- Acho difícil enjoar com sua comida. Não cheira a sopa de hospital. – respirei fundo para não lembrar do cheiro.

- Como foi com seu pai? – perguntou enquanto eu começava a comer.

- Ruim. – fiz uma pausa – E bom.

- Era para eu entender? – ele me olhou com dúvida.

- Foi ruim ter que encara-lo, mas foi bom porque ele não me crucificou por nada.

- Agora entendi.

- Onde está minha mãe?

Antes que ele pudesse responder, meu celular tocou e era ela. Estava no hospital com Sophia, que queria falar comigo. Congelei no momento em que minha mãe passou o celular para ela.

- Nina. Você está bem? – ela perguntou com a voz fraca e me segurei para não chorar ao ouvi-la.

- Não acredito que está preocupada comigo. Devia estar com vontade de me matar.

- Um pouco. – riu – Mas sei que não fez por mal, e quero te ver bem.

- Não estarei se você não estiver.

- Não se preocupe. Isso nos meus olhos e as cicatrizes não são nada. – eu ainda não sabia exatamente o que ela tinha. Não entendi o que era “Isso nos meus olhos”.

- Eu te amo. Desculpe-me.

- Eu também. Tenho que desligar. Mamãe está mandando. Tchau.

Quando desliguei um jorro de lágrimas se derramou sobre meu rosto e Felipe me abraçou tentando me consolar. Minha irmãzinha era mais adulta que eu. Não merecia o que estava passando. Não tinha culpa de eu ser desequilibrada.

- Ela perguntou... se eu... estava bem. – eu não conseguia acreditar.

- Se preocupa com você.

- É ela que está em um hospital e não eu. – respirei fundo, esperei um pouco e continuei – Sabe o que ela tem nos olhos?

- No acidente... – ele parecia sem jeito.

- Pode falar.

- Cacos de vidro. Pequenos pedaços entraram em seus olhos. Ela ficou com um problema de visão, mas nada muito grave.

- Deixei-a sega? – fiquei perplexa.

- Não. Você é surda? Tem um problema de visão. Não ficou sega, longe disso.

- Cicatrizes também?

- Algumas, principalmente no braço.

- Você a viu? – ele balançou a cabeça afirmativamente – E?

- Ela só não me espancou pelo que fiz porque estava deitada naquela cama. – ele riu sem graça.

- Essa é minha irmã. – suspirei – Nunca me perdoarei.

- Não pense nisso agora. Ainda não terminou de comer.

- Claro. – revirei os olhos.

Devorei tudo como sempre fazia com a comida que ele me preparava e isso me fez esquecer um pouco dos problemas.

Com tudo que estava em minha cabeça acabei esquecendo de todo o resto. Quando comecei a me ajeitar para dormir, ele me lembrou de que tinha de tomar banho, e por um momento me perguntei como conseguia olhar para mim no estado em que me encontrava.

Ele me levou até o banheiro e me ajudou a separar tudo que precisaria. Quase caí para trás quando me olhei no espelho, com os cabelos desgrenhados e olheiras gigantescas. Ter conversado com meu pai e Sophia tinha me acalmado e eu já voltava ao normal. Ainda tinha a cabeça lotada de problemas, mas sabia que eles tinham solução.

Com minha perna daquele jeito, Felipe não teve outra opção senão me ajudar e não parecia se importar. Apesar de não falar nada e ser muito cuidadoso, eu via desejo em seus olhos, mas não tentei nada nem o forcei a tentar.

Durante todo o tempo em que ficamos no banheiro não falamos nada. Eu não me atreveria. Tinha medo de falar besteira e fazer com que ele fosse embora novamente, mesmo sabendo que isso era uma possibilidade verdadeira.

Sentei em um banquinho e comecei a me vestir. Notei o jeito que ele me olhava e fiquei completamente vermelha. Era como se ele me quisesse envolvida em seus braços e sentisse vergonha disso. Era como se ele achasse que não podia sentir isso. Talvez pensasse assim por causa do acordo que fizemos e comecei a pensar como seria ruim tê-lo ali e não tê-lo ao mesmo tempo. Era algo muito difícil de conviver.

- Tudo bem. Já posso me deitar. – falei tentando alterar o clima.

- Claro. – sorriu e me levou até minha cama, me deitando cuidadosamente.

- Vai ficar aqui, não vai? – perguntei com a voz baixa e sem encará-lo. – Me refiro a ficar aqui. – apontei para o espaço da cama a meu lado.

- Se você quiser. – baixou os olhos.

Balancei a cabeça afirmativamente e dei um meio-sorriso. Sim, era o que eu queria. O que eu mais queria e sabia que não deveria querer. Ele – e agora também aquela criança – era tudo em minha vida. Eu amava meus pais, amava Sophia e Lisa também, mas nada se comparava ao que eu sentia por ele. Era algo incontrolável. Algo que nem se eu quisesse sairia de dentro de mim, e esse não era o caso. Eu precisava dele.

Observei-o indo para o banheiro e voltando depois de alguns minutos, pronto para dormir. Deitou-se ao meu lado e ficou sorrindo para mim, mas não se aproximou nem me tocou. Eu sabia que não conseguia ficar assim por muito tempo, então espichei a mão e peguei a dele, depois virei para o outro lado. Parecia que ele pensava na mesma coisa que eu, pois senti seu corpo mais perto do meu e seus braços me envolverem.

Por reflexo, virei o rosto para desejá-lo boa noite. Porém, ao mesmo tempo, ele inclinou a cabeça para beijar meu rosto e assim acabamos nos beijando. Minha vontade era de não desgrudar dele, mas eu virei o rosto rapidamente me afastando.

- Me desculpe. – sentia meu rosto esquentar com minha vergonha, sem bem saber de que.

- Desde quando pede desculpas por me beijar? – perguntou me virando de frente para ele.

- Eu não sabia se... podia. – encarei a parede.

- Então somos dois. – virou meu rosto para ele – Não sei se devemos. Se isso é bom pra você.

- Bom é. Pode ter certeza. – fiz graça, ele riu.

- Entendeu o que quis dizer. – sim, eu havia entendido – Tenho medo de te desapontar.

- Não acha que é um pouco tarde para pensar assim? – perguntei irônica.

- Machuquei você muito. – suspirou – Não quero fazer isso de novo.

- Não vejo outro jeito. – em todas as alternativas eu me via machucada.

- Como assim? – ele não entendeu.

- Com esse acordo eu me machuco. Sem você aqui, também me machuco. Não vejo outra saída.

- Eu não queria que fosse assim. – me olhou culpado.

- Já me acostumei. – falei friamente e me virei, encerrando a conversa.

Não o olhei novamente e ele também não disse mais nada. Apenas apaguei a luz e tentei dormir, mas não conseguia. Aquela conversa girava insistentemente em minha cabeça, me fazendo tontear. Os minutos passavam e o sono não vinha, eu continuava imóvel. Tentava espia-lo pelo canto dos olhos, mas não via nada naquele escuro.

Depois de muito tempo fui vencida pelo cansaço e acabei dormindo, mas isso não ajudou em nada, pois o sonho retornou a aparecer. Acordei assustada no outro dia e Felipe me olhava e perguntava o que eu tinha.

- Um sonho. É só um sonho ruim. – coloquei a cabeça entre as mãos, tentando esquecer.

- Venha cá. – me puxou para perto e passou a mão pelo meu cabelo. – Fique calma, está bem?

- Sim. Não se preocupe. – falei tentando levantar. Eu devia resistir, pelo meu próprio bem.


P.S.: Eu não sei pra quem dedicar hj =( Então eu decidi q eu vou dedicar pra mim mesma pq eu to quebrando a cabeça pra terminar esse livro o// (bem pouquinho achada =P)Fuuuuuuui...