quarta-feira, 2 de junho de 2010

Surpresa

Oiie genteee!!

Eu ia esperar pra colocar o terceiro capítulo no fim de semana ou só segunda-feira. Mas a pedido de uma pessoa mto especial eu to colocando hj...
O quarto capítulo vem só semana q vem, então aproveitem esse e quem não leu ainda os outros pode ler =D

Aí vaii...

CAPÍTULO 3 – ENCONTRO CASUAL

- Tá mamãe, pode deixar. – pausa – Eu passo aí mais tarde para pegar as coisas da faculdade. – outra pausa – Sim, eu falo com ele depois. Beijo mãe.

Acordei com minha amiga falando no telefone com a D. Helena, mãe dela, e me assustei ao ver as horas: 11h30min.

- Até que enfim! Achei que você fosse passar a hora do almoço.

- Bom dia pra você também Lisa.

- Por pouco não é boa tarde.

- Não enche. – sentei-me na cama. – O que ela queria?

- Ah...Ficou enchendo para eu não esquecer as coisas da faculdade, primeiro dia, blá blá blá...Você a conhece.

- Claro, claro, espere o almoço e minha mãe fará a mesma coisa. – Ela riu. – E com quem você tem que falar depois?

- Adivinhe...

- Não costumo ser muito inteligente quando acordo, mas te dou um doce se não for o Felipe.

- Acertou em cheio! Ela não para de falar nele, e eu sei que ela quer me ver namorando com ele... – ela fez uma pausa quando viu a cara que fiz – fique calma, isso não está nos meus planos. Ele é um bom amigo, e só.

- N...não estou n...nervosa. – falei constrangida.

- Fala sério Mari, eu vi o jeito que você olhou para ele ontem. Não tente esconder nada de mim, você sabe que não consegue.

Infelizmente ela estava certa, novamente ela estava certa. Não falei nada, apenas olhei para as cobertas que ainda me envolviam e fingi brincar com os dedos. Ela me olhou com um olhar de compreensão, como se soubesse de tudo que estava passando na minha mente a cada segundo. E até hoje desconfio de que ela sabia. Ela sentou-se na minha frente e esperou que eu a olhasse. Quando o fiz ela falou:

- Está perdida, não é. Não sabe o que sente, e se sente mesmo algo. Mil coisas passam por sua cabeça ao mesmo tempo e você não sabe em qual acreditar primeiro. E principalmente, não sabe se o procura e tenta entendê-lo ou simplesmente deixa as coisas acontecerem.

- Viu. Eu disse que você devia fazer psicologia!

Ela riu um pouco e esperou que eu continuasse.

- O.k., você está completamente certa, mas eu não devia estar assim, porque estou assim?

- Não sei, o curso de psicologia só começa hoje. – ela estendeu os braços e me joguei para seu colo, onde fiquei por uns bons 10 minutos.

Depois de eu me recuperar e nós nos arrumarmos, descemos para o almoço, quase atrasadas demais. Minha família não estranhava a presença da minha amiga em nossa casa, pois era como uma irmã para mim, e até mesmo para Sophia.

Depois de sermos liberadas, Lisa deu a idéia de irmos até a locadora perto de casa para alugar um filme que me fizesse relaxar e sair de casa também, espairecer. Enquanto andávamos, conversávamos sobre qual o filme que iríamos pegar, mas não tínhamos muitas idéias, pois a maioria dos filmes mais novos já tínhamos assistido. Então, ficou decidido que seria um filme antigo, preferencialmente romance, que nós amávamos.

Estava tudo indo muito bem, até que chegamos à locadora e vimos Felipe, que parecia que não iria entrar lá. Estava olhando algo que segurava sem prestar atenção à rua.

- Lipe. Oi Lipe, tudo bem?

- Ã? Ah, oi meninas, não vi vocês... – disse ele constrangido.

- Onde estava indo? – Perguntou Lisa, enquanto eu disfarçava batendo o pé e olhando para dentro da locadora.

- Nenhum lugar específico...apenas...apenas andando. Tentando relembrar dos caminhos por onde passava quando criança. E vocês? – perguntou ele, sem aparentar querer a resposta.

- Viemos alugar um filme.

- Hm. Então eu v...

- Você vem conosco, já que não está fazendo nada de mais. Não aceitamos “não” como resposta. – Ela falou antes que ele pudesse sair de fininho. – Não é Mari? – ela cutucou meu braço para ver se eu reagia, pois estava completamente parada naquele momento. Eu apenas balancei a cabeça.

- Eu não conheço a família dela, não fui convidado por eles para ir até lá então... – ele disse tentando se esquivar.

Não sei se o que me deu foi lucidez ou completa loucura, mas eu agi por um impulso, talvez aquilo me ajudasse a conhecê-lo melhor.

- Pois eu o estou convidando agora, e você conhece meus pais sim, talvez não se lembre, mas conhece. Como Lis disse, não aceitamos “não” como resposta. – minha amiga me olhou perplexa e ao mesmo tempo, pude ver em seu rosto, com vontade de rir.

Felipe não teve outra opção se não aceitar. Entramos na locadora e escolhemos um filme, ou, melhor dizendo, Lisa escolheu, pois eu não prestava atenção em mais nada a não ser ele e o que eu acabara de fazer.

- Pronto, já escolhi, acho que é bom, podemos ir?

Nós dois acenamos com a cabeça sem dizer uma palavra e ela revirou os olhos para mim. Começamos a andar e ela fez com que ele ficasse no meio, passando o braço pelo pescoço dela como fizera no dia anterior. Com um gesto rápido ela estendeu a mão para mim e eu a peguei, e um instante depois pensei que não deveria ter feito isso. Ela me puxou e me segurou, fazendo-me encostar em Felipe e obrigando-o a passar o braço por meus ombros também. Ela riu de leve e ele pareceu não notar. Lisa quebrou o silêncio:

- Já ouviram falar desse filme? – ela estendeu-o pra mim.

- Não. – disse Felipe – você já? – se referiu a mim.

- Hm... acho que não, me parece mais antigo do que os que costumo ver.

- É, é sim. – disse Lisa, me fazendo lembrar de que estava ali.

Felipe sorriu para mim e eu retribuí, mas estremeci, não sabia como agir com ele. E finalmente chegamos até minha casa. Ele retirou os braços dos nossos ombros e nós entramos. Minha mãe e minha irmã estavam na sala da entrada.

- Mamãe, você se lembra do Felipe, que ficava na casa da Lisa algumas vezes?

- Sim, mas o que... – quando ela se virou fez a mesma cara que eu quando o vi. – Meu Deus, como está diferente, faz anos, não é? – ela se dirigiu a ele, enquanto levantava do sofá.

- Faz sim, é um prazer revê-la D. Maria Cristina.

- Ah, claro, mas deixe o “Dona” de lado. – ela odiava que a chamassem de “Dona”, achava que a fazia parecer mais velha.

- Claro.

- E aquela é minha irmã Sophia. Não sei se você se lembra dela. – apontei para ela, que estava distraída no computador, devia estar “conversando” com Marcelo.

- Lembro sim.

- Nós vamos assistir a um filme, mãe. Peça para Maria preparar pipoca. – disse prevendo o pedido de minha amiga. – Vamos?

Fui, seguida por eles, até a sala de vídeo, onde eles se sentaram no sofá gigante e esperaram eu preparar o vídeo. Felizmente, sem notar, minha amiga se colocou no meio, não me obrigando a sentar do lado dele.

- Ótimo, vamos ver no que isso vai dar. – eu disse. Lisa riu percebendo o duplo sentido.

Maria trouxe a pipoca e Lisa se atirou do sofá para pegar a bacia e fez cara de desapontamento consigo própria por não ter me feito sentar ao lado de Felipe. Eu ri para ela, que se sentou novamente, mas previ que não descansaria enquanto não desse um jeito de nos deixar constrangidos. E eu estava certa, pois conhecia tanto dela quanto ela de mim.

O filme me surpreendera, pois eu estava conseguindo me concentrar nele. A personagem principal me lembrava a mim mesma. Estava tão compenetrada que havia me esquecido que Lisa atacaria com mais uma de suas idéias. Felipe estava em um canto do sofá, com um braço apoiado nele, Lisa estava no meio e eu estava no outro canto, mas ainda tinha espaço do meu outro lado. Passava da uma hora de filme, quando minha querida amiga se levantou, passou pela minha frente e sentou do outro lado.

- Mari, vai mais para lá, quero deitar. – ela segurou o riso quando viu que eu notara o que ela estava fazendo.

Fui apenas um pouco, mas ela colocou a cabeça em meu colo e reclamou que precisava de mais espaço. Disse “Espaçosa” para ela, que riu, e fui mais ainda para o lado, encostando-me em Felipe, exatamente como ela planejara. Ele deu um sorriso para mim e voltou a prestar atenção no filme. Em dez minutos Lisa dormiu e perdeu nossa conversa.

- Ela sempre faz isso? – perguntou ele.

- Isso o que? – respondi com outra pergunta.

- Te jogar para cima de meninos.

Eu quis pegar uma almofada e asfixiá-la com ela, mas me controlei. Era só mais uma para acrescentar as vezes que eu quis matá-la.

- Aaaah. – ri nervosa – Eu...ela é espaçosa assim mesmo. – ele riu de minha ridícula explicação.

- Ela não é fácil, nunca foi.

- É, mas sem ela eu...- parei de repente. Vi o que ele segurava quando o vimos em frente a locadora, e que olhava concentrado. Era um anel que eu havia dado a ele, e que Lisa tinha também, como um compromisso de amizade. Mas isso fora antes de eu ter dado um fora nele. – Esse...esse é o meu anel...aquele que te dei. – falei perplexa sem tirar os olhos do anel.

Ele ficou completamente vermelho, colocou a mão com o anel no bolso, retirou e entregou-o a mim dizendo:

- É...é ele sim, guardei para...para lembrar da infância, você sabe... E agora acho melhor você ficar com ele.

- Não, eu o dei a você, Lisa ainda tem o dela, e eu também. – mostrei o dedo onde estava o anel.

- Mas isso foi antes de você me dar um fora. – Droga, ele tinha que falar aquilo?

- Eu sei. – falei sem-graça – Mas fique com ele. É uma forma de pedir desculpas pelo que fiz. – acho que exagerei no que disse, então entreguei o anel a ele e voltei o rosto para o filme. Não falamos mais nada.

O filme começou a ficar sem-graça, no estilo “filmes velhos” e eu acabei adormecendo. Acordei ouvindo uma conversa de Lisa e Felipe, mas não abri os olhos, pois queria entender o que estavam falando e porque estava muito confortável ficar deitada encostada ao corpo dele.

- Hmm. Então você vai fazer o curso de arquitetura? – perguntou Lisa – Mari também fará esse.

- É, sempre quis fazer este curso, meus pais sempre me apoiaram também. – Ótimo, lá se ia minha vontade de me concentrar nos estudos.

- Que bom.

- É.

- Parece que ela pegou mesmo no sono.

- É. E fica linda dormindo. – Ele falou como se fosse para si próprio. Eu dei um sorriso imperceptível, tentando me conter. – Digo, ela é linda, você sabe, sempre foi. – ele tentou concertar. Consegui ouvir a fraca risada de Lisa.

- Claro, claro.

- Bom, acho melhor eu ir embora agora. – ouvindo isso, me obriguei a “acordar”.

Mexi-me nos braços dele, que mal se movia e fingi não entender nada.

- Mari, estávamos falando de você. – disse Lisa empolgada.

- O que?

- Felipe disse que você fica linda dormindo.

- Acho que não, neste momento devo estar um horror.

- Não está não. Você e Lisa tem uma capacidade incrível de dormirem e acordarem da mesma maneira. – Disse Felipe, dando um sorriso avassalador. Precisei de dois segundos para entender o que Lisa disse a seguir.

- Graças a nossa sorte, e a alguns cremes, é claro. – eu e Felipe rimos.

- Nina, eu já vou indo agora. – disse Felipe, e completou quando viu minha feição mudar: - Posso te chamar de Nina, não é?

- Ah, claro, pode sim. – ele deu outro sorriso.

- Enfim, tenho que ir agora, arrumar as coisas para a faculdade.

- Nossa, já estava me esquecendo.

- Porque será não é Mari? – ela me olhou de forma irônica, depois virou o rosto – Também tenho q pegar minhas coisas em casa. – disse Lisa, lembrando-me de que ela me devia algo.

- Porque não vai com Felipe, nos encontramos lá depois. – esse era um ótimo castigo, deixa-la sem saber o que tínhamos conversado enquanto ela dormia. Depois eu contava, era só para brincar com ela. Acertei, pois ela me olhou com cara de “Você me paga!”.

- Aproveitamos para devolver o filme agora mesmo, não é Lisa?

- Claro. – falou ela um pouco brava. – Não precisa nos acompanhar até a porta. – me deu um beijo no rosto e se virou para a porta.

- Até mais tarde Nina. – completou Felipe, segurando um lado de meu rosto com uma das mãos e beijando o outro. Quando retirou a mão fiquei feliz ao ver que ele usava o anel, que a muito lhe dera.

3 comentários:

  1. SCHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERER MINHA LIMDA, QUE LIMDO *-*, MAL POSSO ESPERAR SEMANA QUE VEM PRA LER O RESTO AWM. TE AMO LIMDINHA

    ROBERTA S2

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  2. aaaaaaaaaaaaah! Taa um amoreeee baaah!! te amo demaaaaais! bjãão da rafaa

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  3. Guuuuuuuuuuuria! Que fofiinho! AMEI! Te amo...beijos, Nathe (:

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