terça-feira, 8 de junho de 2010

Diviiiirtam-se!!!

Ooooi galerinhaa!!

Hoje to trazendo o quarto capítulo do livroo!!! o//
Espeeero q gostem!!
beijoocas

CAPÍTULO 4 – INÍCIO

- Conte-nos tudo, com detalhes, o que aconteceu?

- Não aconteceu nada mamãe, só assistimos ao filme.

- Tá bom, duvido que tenha sido só o filme. – intrometeu-se Sophia.

- Foi só o filme sim, agora me deixem ir me arrumar.

Saí da sala e subi a escada enquanto minha mãe gritava: “Não esqueça o casaco, Princesa.”. Já estava demorando.

Quando finalmente me vi sozinha, não conseguia tirar o sorriso do rosto. Tomei um banho um pouco demorado no chuveiro e me maquiei deixando meus olhos bem destacados. Penteei os cabelos milhões de vezes, firmando as ondas das pontas. Coloquei uma calça jeans, uma blusa azul com decote em V e finalizei com um casaco preto. Estava mais produzida do que o normal, mas era por que estava feliz.

- Nina, a Lis está aí em baixo te esperando. – ouvi Sophia dizer.

- Obrigada, estou descendo. – me virei para a porta.

- Não vai levar nada para anotar, nem um caderno? – perguntou minha irmã e eu olhei para minhas mãos. Tinha que refazer as unhas.

- Opa! – Sophia riu e nós descemos.

Despedi-me de todos e fui até a porta da frente, onde achei que meu pai esperaria com o Volvo que eu o obrigara a comprar depois de ler Crepúsculo e que logo seria meu. Levei um susto ao ver um carro que não conhecia e ouvir alguém dizer:

- Carona?

- Quem...? – a cabeça de Lisa apareceu na janela de trás do carro.

- O Lipe está de carro, venha conosco.

Fui para o carro até a porta de trás quando Felipe disse:

- Sente aqui na frente, Lis exigiu o banco de trás.

- Madame. – falei e eles riram.

Entrei no carro, e ele começou a dirigir, enquanto eu o observava em silêncio. Mas ele só durou até Lisa rir e depois ligar o rádio. Obriguei-me a olhar para ela e rir também. Chegamos a faculdade e Lisa deu um jeito de escapar.

- Lipe, pare aqui, minha sala fica aqui perto. – ele fez o que ela disse e seguiu comigo no carro.

Seguimos até o estacionamento onde ele parou o carro, desceu e abriu a porta para mim. Fomos até a sala sem muito falar e sentamos lado a lado. Durante a aula descobrimos que a pessoa a nosso lado seria nossa parceira em trabalhos e provas até o fim do semestre.

Também não conversamos muito durante a aula. O que falamos foi basicamente sobre o primeiro trabalho que teríamos que fazer. Porém, trocamos muitos olhares, que diziam coisas que palavras escondiam, que não demonstrariam o que desejávamos.

A aula passou rápida demais para mim. Queria ficar ali só olhando para ele sem dizer nada, vendo suas feições, seu modo de agir, seu sorriso e ouvindo sua voz que ecoava linda em meus ouvidos. Saímos da sala e eu comecei a tremer de frio, pois a noite estava excepcionalmente gelada naquele dia.

- Você está com muito frio, não é? – ele fez a pergunta de resposta óbvia.

- Estou. Não costuma ser assim aqui.

- Pegue o meu casaco. – ele tirou-o e estendeu-o a mim.

- Não, obrigada. Você ficará com frio.

- Pegue logo, já estou acostumado com o frio, e não sou frágil como você.

- Está me chamando de frágil?

- Estou. Lindamente frágil. – ele passou a mão pelo meu rosto e colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

Olhei para baixo e sorri sem saber o que fazer. Ele me ajudou a vestir o casaco e passou o braço pelo meu ombro enquanto andávamos. O problema foi que topamos com Lisa que já chegou rindo, com os cabelos escuros soltos contra o vento.

- Nós...eu estava com frio e... – tentei dar uma explicação sem saber para o que.

- Perguntei algo?

- Não, mas pensou. – respondi. Ela estava a ponto de explodir em gargalhadas.

- Acho melhor irmos logo. – disse Felipe, antes que a situação ficasse mais constrangedora. Seu braço ainda estava em meus ombros.

- Claro, antes que Mari congele, não é? – Lisa perguntou olhando para mim. Revirei os olhos para ela e nos dirigimos ao carro.

Lisa estava muito empolgada com o curso de psicologia e passara a viagem inteira falando sobre ele. Concentrei-me nela, pois a adorava e não queria que começasse a dizer que não prestava mais atenção nela e só pensava em Felipe.

Chegamos em minha casa e quando saí do carro quase esqueci de devolvê-lo o casaco. Despedi-me e ele seguiu com Lisa. Eu estava radiante e minha mãe percebera isso, fazendo mil perguntas sobre a faculdade, os colegas, os professores e Felipe, é claro.

Nada escapava aos olhos dela, principalmente quando se tratava de mim ou de minha irmã. Então ela não descansaria enquanto não arrancasse algo de mim sobre o que estava acontecendo. Porém nem eu sabia ao certo o que estava acontecendo. Acabei por me livrar do interrogatório e fui dormir pensando em tudo que vivera em apenas um dia.

Nos dias que se seguiram tudo começou a ficar melhor para mim, de um jeito diferente, porém melhor. Eu, Lisa e Felipe íamos juntos a faculdade, saíamos, olhávamos alguns filmes velhos, etc. Enfim, estava tudo como devia estar, ou até melhor.

Eu conversava com Felipe quase todos os dias, sobre várias coisas e não só a faculdade ou Lisa. E não nos víamos só quando ela estava junto, mas eram raras as vezes em que não estava. Eu gostava assim, pois ela era minha amiga acima de qualquer coisa ou garoto e conhecia-nos muito bem para saber quando estava ou não atrapalhando. E era bom ter ela para poder contar tudo, afinal ela o conhecia melhor que eu e me ajudava sempre.

Mas foi em uma noite específica que as coisas realmente começaram a mudar de um jeito especial.

Era um sábado a noite e eu estava em casa sem muito o que fazer. Já havia tentado várias coisas, mas nada segurava minha atenção. Queria que meus amigos estivessem ali, mas já eram quase 10 horas da noite e eu só havia falado com eles antes das 2 horas da tarde. Pensava nisso, um pouco triste quando o meu celular tocou.

- Alô. – falei desanimada, sem saber com quem falava, pois não tive vontade de ver o número.

- Nossa, que voz é essa? – descobri, era Lisa – Mas não importa, quer sair?

- Quero, é lógico, mas para onde?

- Ótimo, estou indo aí. Beijo.

- Lisa? – mas ela já havia desligado.

Fiquei sentada em minha cama sem saber nem ao menos o que vestir, até que o telefone da casa tocou: “Lisa está aqui.”, disse Maria, que de costume mandou-a subir e só ligou para avisar.

- Mari, oi amiga! – ela parecia muito animada, com um sorriso imenso estampado no rosto.

- Oi. Será que você pode me dizer aonde vamos e o que devo vestir?

- O Lucas me ligou. Você lembra dele, certo?

- Sim, mas... – mas ela não me deixou terminar.

- Então, ele me convidou para sair hoje. Eu fiquei empolgada, mas é óbvio que não demonstrei a ele que tinha ficado. – esconder a empolgação não era um forte de minha amiga – Então, pensei em falar com você, para você ir também, e... – ela não pararia se eu não a cortasse.

- LISA!

- O QUE É? – ela levara um susto.

- Para onde vamos?

- Ah, me desculpe. – ela sentou em minha cama – Vamos a uma boate.

- Ai Lis, eu adoraria te ajudar, mas se eu for vou ficar sozinha, ou se ficar junto com vocês vou ter que dar uma de castiçal. – ela riu de mim.

- Você não vai ficar sozinha e muito menos segurar vela. Sabe que eu não faria isso.

- É, eu sei. Então me explique como.

- Nossa, às vezes você consegue ser mais burra que eu Mari.

- Como assim? – fiquei realmente curiosa. Ela revirou os olhos como se a resposta para a pergunta fosse óbvia demais.

- Ai Marina, o Felipe vai também. – ela estava certa, a resposta era realmente óbvia.

- Aaaaaaaaaaah. Então, vamos nos arrumar?

Ela riu e assentiu. Seguimos para o banheiro, onde nos maquiamos e passamos alguns cremes, o que não poderia faltar. Agora eu estava tão animada quanto ela, e só o que falávamos era sobre o que poderia acontecer naquela noite.

Fomos ao closet e depois de muito provar, finalmente escolhi o que usaria: um vestido xadrez solto com um cinto preto abaixo do busto, uma sandália e um bolerinho que levaria apenas para não ouvir reclamações de minha mãe. Lisa colocou um short preto com uma blusa azul-escura com um lado caído no ombro e uma sandália também. Completamos com tiaras nos cabelos soltos e muitas vezes penteados.

Peguei uma bolsa pequena para cada uma de nós onde dividi as coisas que colocaria: celulares, dinheiro e algumas maquiagens. Despedi-me de minha mãe e fui com minha amiga esperar Felipe, que nos levaria.

Quando ele chegou, entrei na frente como já havia me acostumado e vi seus olhos se arregalarem ao ver-me toda produzida. Nós o cumprimentamos e ele respondeu um pouco atordoado. Não pude deixar de rir e ouvi-lo rir em seguida.

Chegamos até a boate onde Lucas, o “amigo” de Lisa já esperava. Entramos e depois de uns dez minutos ela sumiu no meio da multidão com ele. Eu continuei sentada em um banquinho do bar com Felipe, como ficara desde que entramos.

- Esse Lucas é mesmo rápido, você não acha? – disse ele, quebrando o silêncio.

- É, um pouco, mas ela gosta dele.

- E é melhor ele gostar dela também, senão verá uma coisa.

- Porque, você gosta dela? – perguntei com medo da resposta.

- Gosto, como amigo. Ela é como uma irmã para mim, só estou tentando protegê-la.

- Ah. – tive de me concentrar para não ficar com cara de boba diante do jeito dele.

- É bem diferente do que sinto por... – ele parou.

- Por? – fiquei curiosa.

- Ninguém... esquece. – fitou o copo que tinha nas mãos disfarçando.

- Ah vai... agora fala. – insisti.

- Tudo bem. – ele ainda não me olhava. Será que eu queria mesmo escutar a resposta? – É bem diferente do que sinto por você. – ele falou com um sorriso fraco.

- Hm. – falei, incapaz de dizer outra coisa. Mas e agora? O que esse “bem diferente” queria dizer?

- Venha, vamos dançar. – ele falou mudando de assunto enquanto me puxava pela mão.

Fiquei muito nervosa, pois era a primeira vez que dançávamos sem a presença de Lisa e cada vez ficávamos mais próximos um do outro. E eu ainda não absorvera a conversa que tivemos. Ele realmente gostava de mim?

Fomos até o meio da pista de dança onde, ao longe, vi Lisa agarrada a Lucas. Fiquei feliz, pois ela realmente gostava dele.

A música que tocava era eletrônica, então começamos dançando separados, de frente um para o outro. Um pouco depois, ele pegou minha mão e me puxou para perto, fazendo um arrepio percorrer todo meu corpo. Abraçou-me junto a seu corpo e começou a falar em meu ouvido.

- Você sabe que é linda, eu já lhe disse isso milhões de vezes, mas hoje está perfeita. – Quase desmaiei em seus braços, mas consegui me recuperar.

- Obrigada, você também. – eu disse, e pensei ter falado demais – Quero dizer...

- Eu entendi. – ele riu – Obrigada.

Ficamos quietos por alguns perfeitos segundos em que ele me embalava em uma dança fora do ritmo. Depois ele recomeçou, me lembrando de onde eu estava.

- Posso lhe fazer uma pergunta?

- Pode.

- Se não quiser não precisa responder.

- Tudo bem, pergunte.

- Porque você me deu um fora quando éramos crianças?

Eu ri, olhei para ele com os braços em seu pescoço e respondi:

- Porque era criança. – nós rimos – Você sabe como eu era quando criança.

- É, acho que sei. – ele fez uma pausa – Posso fazer outra pergunta?

- Desde que não faça um questionário, pode. – ele riu.

- Prometo que essa é a última.

- Então pergunte.

- Você me daria outro fora?

- O que quer dizer? – perguntei fingindo não entender, em um misto de nervosismo e alegria.

- Agora que não somos mais crianças, ainda me daria um fora?

Parei de dançar, fazendo-o parar também. Olhei para baixo, depois o encarei e finalmente respondi.

- Faça o teste. – falei, sem me importar com o fato de estar sendo atirada.

- Arriscando levar outro fora?

- Você que sabe. A pergunta foi s... – mas não terminei a frase.

Ele me puxou para o mais perto possível que pude ficar dele e, passando a mão delicadamente pelo meu rosto, finalmente me beijou. Foi melhor do que eu tivera imaginado, melhor do que qualquer outro fora.

- Você não vai me dar um tapa, vai? – perguntou ele depois que me soltou.

Não respondi nada, apenas firmei meus braços em seu pescoço e beijei-o novamente.

- Ótimo! Isso é um não. – disse ele.

- Por que você não se mudou antes pra cá? – perguntei mudando de assunto. Eu queria que só importasse o agora e não o passado.

- Porque antes eu dependia dos meus pais. Agora eles ainda me ajudam um pouco, mas eu estou aprendendo a viver, como diria minha mãe.

- Hm... – desviei o olhar.

- O que foi?

- Nada.

- Você ia perguntar mais alguma coisa. – ele falou em tom de afirmação.

- Deixa para lá. – Droga! Por que ele tinha que notar tudo?

- Fala, se eu não quiser não respondo.

- É besteira. – ele me olhou como se implorasse com os olhos. – Tudo bem. – ele sorriu, e eu também. – Você não tinha nenhuma namorada que lhe segurasse por lá?

Ele sorriu novamente, beijou meu rosto e depois de um tempo respondeu com outra pergunta:

- É isso que lhe preocupa?

- Não. – falei um pouco atordoada. – É só...curiosidade.

- Vou fingir que acredito. – revirei os olhos e virei o rosto, mas ele segurou-o e puxou-o para o dele, beijando-me novamente. – Eu não tinha nenhuma namorada lá. Na verdade só namorei uma vez, - respirei fundo ao ouvir isso – mas não durou muito. – relaxei. – E você? – respirei fundo de novo.

- Eu não...nunca namorei. Namoros sérios, você sabe.

- Hm. Importa-se se pararmos de falar um pouco?

- Não. – respondi, entendendo o que ele queria.

Ficamos por mais um tempo ali e depois fomos sentar em umas mesas em um dos cantos da boate. Lá encontramos Lisa e Lucas e nos sentamos com eles. Lisa olhou para mim como quem pergunta algo e, então, acenei com a cabeça em um sinal positivo, vendo o sorriso em seus lábios.

- Estavam na pista? – perguntou Lisa.

- Sim, e vocês? – respondeu Felipe.

- Também.

- Vou buscar uma bebida, vocês querem algo? – perguntou Lucas.

- Qualquer coisa que me faça repor a energia. – falei e fiquei vermelha ao ver todos segurando a risada.

- Eu também. – disse Lisa, tentando ajudar.

- Eu vou com você. – disse Felipe a Lucas. Beijou-me no rosto e se levantou.

- CONTA TUDO! – gritou Lisa quando eles saíram.

Sorri para ela e contei a história com todos os detalhes que ela exigiu.

- O que você acha?

- O que sempre achei. – disse ela.

- Tá, e o que é?

- Acaba de arranjar um namorado amiga.

- Não exagere. – a conversa parou quando eles voltaram.

Conversamos por mais algum tempo, sobre assuntos diversos. Sentia-me bem ali com eles, mesmo com Lucas que mal conhecia. Era impossível notar o modo como Felipe me olhava e me abraçava. Depois de um tempo, fomos para a pista de dança onde ficamos um bom tempo dançando em casais.

Estava tudo perfeito para mim, não queria parar de dançar ou de abraçá-lo, e muito menos de beijá-lo, mas meus pés doíam demais. Eu adorava usar salto alto, mas o odiava em momentos como esse. Desisti e pedi para sentarmos, mas ele viu que eu estava muito cansada e disse para irmos embora.

No carro, enquanto Lisa dormia no banco de trás, eu me abraçava a ele do jeito que conseguia separada pelos bancos. Chegamos a casa de Lisa, onde eu ficaria aquela noite e nos despedimos com outro beijo, mais demorado e delicado.

- Durma bem. – ele disse, olhando fixamente em meus olhos antes de me dar um último beijo. Eu apenas sorri e me segurei para não falar “sonharei com você.”

Com Lisa apoiada em mim, entrei em sua casa e nos dirigi ao quarto dela. Ajudei-a a se deitar e me acomodei a seu lado. Dormi depois de alguns minutos. O meu sonho ainda era com Felipe, como eu previra antes, e agora a cena era daquela noite.

3 comentários:

  1. AIIII MINHA LINDINHA DO BEARD, QUE FOFIN AMIGA, JÁ SABIA QUE IA ACONTECER ISSO SOPASOA, MUITO BOMM AMIGA! MAL POSSO ESPERAR O PRÓXIMO CAPÍTULO, QUE CHEGUE LOGO O DIA. TE AMO MUITO BEBÊ.

    Robs OPSAO

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  2. NOOOOOOOSSA QUE CALIENTE! uahauhauha
    Muito bom guriaaa! To louca pra ver se eles vão namorar mesmo :xx

    Beeeeeijos da Nathi =*

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  3. aaah!QUE LINDINHOOOS! oooooohn! *----* amei, pooee logo o proximo capitulo =D haha!
    bjoooos da rafa! =)

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