CAPÍTULO 5 – COMPROMISSO
Ficamos durante uma hora conversando sobre a noite anterior, revelando e relembrando de tudo com detalhes. Ele era só o que estava em minha mente. Lembrava de cada toque, de cada palavra dita, de cada beijo, do sorriso dele, do perfume que ficara em meu vestido.
Almoçamos com Dona Helena, que fez apenas perguntas básicas sobre a festa. Era por isso que eu gostava de ir para a casa delas depois das festas. Minha mãe fazia um questionário logo quando eu acordava e isso me irritava um pouco. Ela era um pouco moderna demais para eu absorver.
Vesti uma roupa que deixara na casa de minha amiga e ela me acompanhou até minha casa. Mas não chegamos até lá. No meio do caminho, topamos com Felipe. Segurei firme a mão de Lisa, antes de chegarmos perto dele.
- Pelo menos respire. – disse ela e eu respirei fundo. – Oi Lipe.
- Oi meninas. Tudo bem?
- Claro, e com você?
- Estou realmente bem. – ele olhou para mim e eu corei. – Estão indo para onde?
- Estava indo levar Mari para casa.
- Importam-se se eu acompanhá-las?
- Não. – respondi automaticamente.
- Ai, lembrei de um trabalho que tenho que fazer. Até logo. – ela se virou e foi embora.
- Acho que vamos sem ela. – ele riu de si mesmo.
- Não precisa...se não quiser. – mas foi como se ele não tivesse ouvido o que eu disse.
Andamos por duas quadras
- Por que está assim? – perguntou.
- Assim como?
- Se arrepende do que aconteceu ontem?
- Não, é claro que não, eu...
- Ótimo.
Ele encostou-me no muro de uma casa, me fazendo perder a respiração e me beijou por um longo tempo. Quando ele me soltou eu estava completamente tonta. Cheguei a cambalear em seus braços antes de me recuperar. Mas em meio a confusão me veio a alegria de saber que talvez fosse mais do que uma simples ficada.
- Me desculpe. Eu... – disse ele, parecendo preocupado com minha expressão.
- Não, tudo bem.
- Você está bem?
- Sim, estou.
- Vem, vou te levar para casa. – ele me puxou pelo braço.
- Espere! – falei rapidamente. – Vamos ficar mais um pouco aqui.
Ele sorriu para mim e entendeu o que eu queria. Depois de um tempo ele me levou até em casa, parando um pouco antes para se despedir de mim como realmente queria. Separar-me dele e deixa-lo ir foi difícil, mas eu senti que não seria minha última oportunidade de estar daquele jeito com ele.
Eu não estava errada, felizmente não estava. Nos víamos quase todos os dias e na maior parte das vezes acabávamos nos beijando, principalmente quando íamos a festas, sempre acompanhados por Lisa, é claro.
O problema é que já fazia mais um mês que estávamos assim e não passávamos de simples ficadas. Seria mentira dizer que não gostava, mas, agora eu tinha certeza, eu realmente gostava dele e queria que as coisas ficassem sérias.
Apesar disso eu não podia deixar de ficar feliz, tanto por ele, quanto por Lisa que agora namorava com Lucas e estava radiante. Ela era a única amiga que eu tinha certeza de que contaria sempre, que estaria a meu lado quando eu precisasse. Tinha essa confirmação agora. Várias amigas quando começavam a namorar, simplesmente esqueciam de mim, só tinham olhos para o namorado. Mas ela não era assim, eu sabia que se eu fosse assim com ela não me perdoaria.
Eu estava em casa com Lisa pensando em como faríamos nossa festa de 18 anos. Por coincidência os dois aniversários eram no dia 26 de Junho, e as festas eram sempre feitas juntas. Essa não seria diferente. Em meio à decoração, DJ e cardápio, meu celular toca.
- Alô.
- Está em casa? – era Felipe.
- Estou, com Lisa, mas...
- Me espere que estou indo lhe buscar. Sozinha! – e desligou.
- Nossa! Que estranho! – falei me dirigindo a minha amiga que estava do meu lado.
- Quem era? – olhei para ela como quem diz: “Não é óbvio?” – Tá, o que aconteceu?
- Ele vem aqui me buscar.
- E vamos aonde?
- Ai amiga, desculpe, mas ele disse que era para eu ir sozinha. – disse com muito medo de magoá-la.
- Relaxe, não tem problema. Eu já ia sair com Lucas mesmo.
- Que bom que não ficou chateada. – abracei-a.
- Você me conhece.
- Exatamente por isso que estava com medo.
Ela mostrou-me a língua e eu ri. Arrumamos-nos e fomos esperar na porta da frente, aonde Lucas chegou primeiro e levou Lisa. Um minuto depois Felipe chegou e nem saiu do carro, apenas abriu a porta por dentro do carro. Ele respondeu ao meu “oi” e começou a dirigir. Comecei a ficar realmente preocupada. Paramos em um parque, que mal conhecia, mas que com ele ali, parecia o lugar mais lindo de todo o mundo. Mesmo que ele estivesse estranho. Subimos um pequeno morro e ficamos onde dava para se ver a cidade. O sol já se punha, e aquela paisagem se tornava cada vez mais perfeita aos meus olhos. Sentamos e fixamos o olhar na paisagem.
- Vai me dizer o que está acontecendo? – perguntei impaciente.
- O sol está se pondo. – ele disse sério.
- Rá, rá... muito engraçado.
- Não era para ter graça. Só respondi sua pergunta.
- Ótimo. – irritei-me e ameacei me levantar. Ele segurou-me pelo braço. – Solte meu braço.
- Se eu soltar você fica?
- Vai me contar a verdade?
Ele largou meu braço e virou-se para mim.
- Desculpe, é que eu não sei como dizer isso.
- Está me assustando. – isso era a mais pura verdade.
- Eu sei. – ele olhou para o chão – Mas não se preocupe. Não vou lhe matar. – ele riu nervoso.
- Felipe, pelo amor de Deus, eu... – ele me interrompeu.
- Quer namorar comigo?
Esqueci como se respirava e empalideci. Caí para frente e ele me segurou um pouco assustado pelo estado em que eu ficara.
- Você está bem? Eu não devia...
- Sim! – eu disse recuperando a respiração.
- Sim o que?
- Sim! – repeti.
- Sim, você está bem?
- Não, sim, eu quero namorar com você.
- Mas você está bem?
- Por acaso me ouviu? – perguntei incrédula enquanto me ajeitava.
- Ouvi, eu... Minha nossa, você aceitou! – Puxou-me para perto dele.
Eu ri durante uns dois minutos de nervoso, alegria e incredulidade ao mesmo tempo. Não poderia ficar mais feliz do que estava naquele momento, com ele tão perto de mim, meu namorado. Depois de uns dez minutos, me lembrei de ligar para Lisa, que me mataria se eu não o fisesse.
- Então ele finalmente tomou coragem?
- Impressão minha ou você já sabia de tudo?
- É claro que eu sabia. Esqueceu que sou a melhor amiga dele também?
- Ah! – olhei para ele, que deu seu sorriso que me deixava sem ar – Nos falamos depois.
Desliguei e voltei a deitar nos braços de Felipe. Infelizmente, não por muito tempo, pois meu pai ligou para saber onde eu estava e com quem. Não adiantava eu dizer que estava com Lisa, porque ele havia a visto sair com o namorado. A única solução foi dizer que eu estava com o meu namorado.
- O QUE? Desde quando você tem namorado? Sua mãe sabe disso e acobertou você como sempre. – disse como uma afirmação – MARIA CRISTINA! – ele berrou chamando minha mãe, e eu tive de afastar o celular do ouvido.
- Acalme-se pai. Mamãe o conhece, mas não sabe de nada, deixe-me chegar em casa que lhe explico tudo. – preferi não dizer que ele também o conhecia, para não começar um interrogatório pelo telefone.
- Tudo bem, mas não demore mocinha!
- Claro pai. – olhei para Felipe rindo – Ótimo, terá que encarar a apresentação ao papai.
- Já posso me suicidar?
- Não fale assim. – dei um tapa em seu ombro – Só vai ter que se apresentar como namorado, porque ele já te conhece. E gosta de você.
- Mas para mim só importa – puxou-me, fazendo-me cair em sua perna – que você goste de mim.
- Isso é fofo demais – beijei-o – mais ainda terá de ir até minha casa.
- Droga. – ele disse e riu.
Levantamo-nos depois de mais um minuto e sem vontade alguma, fomos até minha casa. Quando chegamos, meus pais e Sophia estavam esperando sentados no sofá.
- Oi pai, mãe, Sophia.
- Então é o menino Felipe. – disse meu pai, levantando-se.
- Pai, seja mais educado com ele. – disse Sophia – Oi Felipe.
- Oi Sophia. Olá Dona Maria Cristina, Seu Luiz Antônio. – ele disse apertando um pouco minha mão, nervosamente.
- Que é isso Felipe. Já disse para esquecer o “Dona”.
- Claro.
- Desculpem-me a grosseria. Sente-se Felipe. – disse papai, surpreendendo-me.
Depois disso, tudo ficou fácil. Meu pai realmente gostava dele e não ficou me enchendo sobre isso. Só que eu descobri que ele gostava um pouco demais de Felipe, fazendo perguntas sobre tudo para ele, não o deixando respirar. Ou talvez fosse uma tática para deixá-lo longe de mim. Quando consegui ficar sozinha com ele já era tarde e ele teve de ir embora.
Eu não cabia dentro de mim de tanta felicidade. Não tirava da cabeça o jeito fofo que havia ocorrido o pedido e quase não consegui dormir pensando nisso. Era demais para ser verdade. Eu estava na melhor fase da minha vida, em que tudo estava dando certo.
Só faltava eu finalmente completar meus 18 anos e poder dirigir meu próprio carro, ser dona da minha própria vida. Fazer o que quisesse. E felizmente essa data não demoraria muito para chegar.
P.S.: FALTAM 14 DIAS PRA ECLIPSE E 11 PRO MEU NIIIVER!!!! (eu tinha q comentar isso, hihi)
AAAAAAAH! *-----* lindinhoooos deles! =D amei guriaa ^^ próximo próximo próximo capitulo! hihi, beijão da rafa!
ResponderExcluirOOOHN que tchuni!
ResponderExcluirMas é muito fofo esse menino mesmo ^^
Ta muito legal guriaaa! CONTINUA!
Beeeeeijos da Naaathi =*
AAAAI MEU BEBÊ, ficou muito bom sério.
ResponderExcluirComo queria um desses guris pra mim :/ OSPAOS, enfim meu bebê ta muito bom continua assim que tu chega no topo se já não tiver lá!
Ficou limdo teu blog minha bebê, todo coloridinho awm, gamei OSPAOS.
Te amo muito guria.
Bjbj Robs
ownn ameeii demaiis teu blog baah! continuaa sim, tu escreve muito beem, perfeita tua históriaa *---*, beijãoo aamr :**
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