terça-feira, 1 de junho de 2010

Segundo Capítulo


Oiiiee!!
Bom, como o título mesmo diz, hj to trazendo o segundo capítulo do livro!!!
Espero q gostem, como pareceram gostar do primeiro!!
Leiam e por favor comentem, obriigada...

Divirtam-se!!!!

CAPÍTULO 2 – A FESTA

- Mari, eu acho que você está passando muitos cremes. – disse Lisa enquanto eu pegava o quarto pote. Mostrei a língua para ela e nós rimos.

- Tá bom, esse é o último.

- Acho que agora vou passar lápis, rímel e um gloss, o que acha?

- Ótimo, só que passe a maquiagem a prova d’água, não acha melhor. – sorri entregando um estojinho a ela.

Já eram 3:30 horas da tarde, e os convidados começariam a chegar ás 4 horas. Então nós fomos nos arrumar, ou, melhor dizendo, fomos terminar de nos arrumar, apenas colocar as roupas, porque estávamos nos arrumando desde as 2 horas.

Levei um susto quando Sophia entrou correndo no meu quarto batendo a porta. Estava pálida e ofegante. Parou na minha frente sem dizer nada e ficou me encarando até que eu resolvi falar.

- O que houve? Que jeito é esse de entrar no meu quarto?

Mas ela não respondeu, continuou me encarando.

- Pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu?

- Ela está muito pálida Mari, e ofegante. – disse Lisa, descrevendo o óbvio.

- É, eu notei. – disse a ela e me virei novamente para Sophia. – Agora, me diga de uma vez o que houve, está me assustando.

Como vi que nada que eu dissesse a faria falar, me aproximei dela e lhe dei um tapa de leve no rosto, como sempre fazia quando ela tinha um ataque como aquele. Ela piscou os olhos, esfregou-os, sentou em uma poltrona que ficava em um canto e finalmente falou:

- Ele vem... ele me ligou... ele vem. – terminou a frase em um grito.

- Ele quem Sophia? – me ajoelhei a seu lado.

- Marcelo, o garoto que eu falei que... – antes que ela pudesse terminar, explodi em gargalhadas. – PARE DE RIR DE MIM!

- Não é de você, é... – ri novamente. – escute, quer que eu te ajude a se arrumar?

- É, acho que sim.

- Aiiiiii, que fofa, posso ajudar também? – perguntou Lisa.

- Claro Lis. Vamos até seu quarto Sophi.

Depois de conseguir fazê-la se acalmar, passei um pouco de maquiagem nela, apenas o suficiente para aquele horário. Ela colocou seu biquíni azul, pedindo minha opinião sobre o que usar por cima. Fui até seu closet e de lá trouxe uma saia de prega azul e uma baby look estampada. Ela vestiu e girou para que eu a visse de todos os ângulos.

- Você está perfeita.

- Concordo. – afirmou minha amiga.

- Agora preste atenção para o que vou dizer. – puxei-a para sentar-se a meu lado em sua cama. – Não fique nervosa por causa de um garoto, apenas aproveite a festa, se divirta.

- Esnobe-o, mergulhe perto dele, provoque ciúmes.... – Lisa parou no instante em que olhei com reprovação para ela. – Desculpe, não faça nada do que disse.

Não pude deixar de rir de minha amiga. Ela era estabanada, dizia besteira, mas era a pessoa em quem eu mais podia confiar. Sabia de tudo sobre mim, e decifrava o que eu queria com uma facilidade incrível.

- Só aja naturalmente, faça o que normalmente faria. Não corra atrás dele. Se ele gostar de você, ele falará com você. O.k.?

- Aham, pode deixar. Obrigada Nina.

- Não foi nada. Sou sua irmã mais velha, não sou?

- Só três anos mais velha.

- Mas sou. – sorri para ela e puxei Lisa para meu quarto.

Finalmente consegui me arrumar. Coloquei meu biquíni preferido, que era de frente única, com listras em tons de rosa e que me deixava linda. Por cima coloquei uma saia preta também de prega e uma blusa tomara-que-caia lilás. Lisa colocou seu Biquíni laranja, um shortinho jeans e uma regata amarela. Quando estávamos saindo do quarto o telefone que ficava na cabeceira da cama e tinha ramal para todos os lugares da casa, tocou.

- Sim?

- Bonequinha, seus convidados estão chegando.

- Ótimo, estou descendo. – olhei para Lisa. – Estão chegando, estão chegando. – e dei um grito estérico, acompanhada por ela.

- Tá, podemos parar de gritar e descer logo?

- Podemos. – ri de nosso jeito.

Antes de descer, passei no quarto de minha irmã e a chamei. Passamos no quarto de nossos pais, que não pareciam entediados por ter que ficar lá em cima, por sorte nossa. Quando descemos, minhas amigas Nanda, Cláudia e Laura estavam a nossa espera, junto com Laís e Victória, amigas de minha irmã. Todas nos cumprimentamos e nos dirigimos a piscina.

- Fiquem a vontade meninas, daqui a pouco os outros começam a chegar.

Quando eu disse isso Maria apareceu com mais alguns amigos. A medida que todos iam chegando eu e Sophia os recebíamos e os levávamos até a piscina, enquanto a música começava a tocar. Vieram mais pessoas do que no outro ano, mas eram todos conhecidos, meus ou de minha irmã. Aos poucos parou de chegar gente, então me juntei a algumas amigas que estavam em uma mesa em volta da piscina. Enquanto conversávamos sobre as férias e ríamos, o celular de Lisa tocou, e era o monstro arranca-cabelos.

- Já estava achando estranho você não ter ligado ainda, - ela disse a ele – onde está? – depois de um tempo ela respondeu – O.k.. vou estar lá, beijo.

Beijo? Logo para o monstro arranca-cabelos? Eu com certeza não diria o mesmo, diria: “ Você está perdido? Ótimo, então continue, pois não vou atrás de você. Se vire.”

- Mari, você pode vir rapidinho comigo encontrar o Lipe? – Lipe? Francamente, o que ela tinha na cabeça para ter um amigo desses. – Por favor, é rápido.

- Tudo bem, eu vou. Divirtam-se meninas, nós já voltamos.

Dirigi-me a Sophia e lhe puxei para um canto:

- Sophi, eu vou ter que ir lá fora rapidinho, controle tudo por a...

- Ai meu Deus, ai meu Deus, ai Meu Deus!!!

- O QUE FOI?

- O Marcelo chegou.

Revirei os olhos e me concentrei nela.

- Lembra o que te disse no quarto? – ela balançou a cabeça confirmando. – Então faça o que eu disse. Traga-o para cá, mas não o rodeie. Eu já volto. Pode se virar sozinha?

- Sim. – ela respirou fundo – Vá tranquila.

Peguei Lisa pelo braço e nos dirigimos a porta da frente. Ele estaria esperando duas quadras depois da minha casa. Como estava quente, não me importei com a roupa. Comecei a pensar em como ele estaria, em como seria revê-lo depois de tanto tempo, depois de...de...de ele tentar me beijar quando éramos pequenos. Lisa não sabia, mas era por isso que ele me odiava, por eu não corresponder a ele. E eu sabia que era por isso que estava tão nervosa. Lisa bateu no meu braço, me libertando de meus devaneios.

- Acho que é ele ali.

Mas para onde ela apontava, eu só via um garoto alto e forte, com os cabelos castanhos jogados para o lado e os olhos verdes bem destacados. Era lindo demais para ser ele. Não podia ser ele. Eu o rejeitara quando criança, e fora exatamente por não ser nada bonito. Olhei para minha amiga com cara de espanto, e ela riu.

- Feche a boca que ele está vindo para cá. – disse ela e eu me recompus. – Felipe, quanto tempo. – ela disse e abraçou-o.

- Pois é, faz muito tempo mesmo. – ele riu. Sua voz era tão linda quanto ele próprio, mas ela ridículo eu pensar nisso. – Marina? – ele se dirigiu a mim.

Não consegui falar nada então minha amiga me ajudou, como sempre.

- Isso, é ela sim.

- Você está... – ele riu novamente – crescida – e me deu um beijo no rosto.

- Ah...obrigada...você...também... – foi o que consegui dizer, ainda estava perplexa.

- Então, vamos? – disse Lisa, quebrando o silêncio.

- É, claro, vamos sim. – eu disse e começamos a andar.

Fiquei do lado de Lisa, enquanto ele passou o braço por seu ombro do outro lado. Enquanto eles conversavam, eu só olhava para frente e andava, até finalmente chegarmos em casa. Fomos até a piscina e Lisa disse para ele ficar á vontade, depois me puxou pelo braço.

- Marina, por tudo o que é sagrado, o que aconteceu? – Pela sua voz ela estava realmente preocupada.

- Eu...ele está...tão...tão...

- Lindo, eu sei, mas é por isso que você está assim? Porque ele está lindo?

- Não exatamente. – respirei fundo – É que tem uma coisa que nunca te contei.

- O que? Fala logo.

- Você lembra que ele ficou chato de uma hora para outra, certo? – ela balançou a cabeça afirmando. – Então, não foi de uma hora para outra. – ela esperou e cruzou os braços, angustiada. Respirei fundo outra vez – Ele tentou me beijar, mas eu o rejeitei, disse que ele era horrível, um idiota. Então, ele ficou daquele jeito.

Ela ficara perplexa, tanto quanto eu quando vi Felipe.

- Porque nunca me contou nada?

- Porque não queria que ninguém soubesse, e depois acabei esquecendo, deixando de lado. Você não está brava comigo, está?

- Não, é claro que não, é só que...

- Eu sei, mas o que eu faço?

- Curte a festa, isso é passado. Isso aqui está maravilhoso, todos estão se divertindo, vamos nos juntar a eles?

Assenti e fui com ela para perto da piscina. Era disso que eu precisava, e ela sabia disso, e eu sabia que ela faria tudo para me ver bem, e o contrário era recíproco. Decidi entrar na piscina e me distrair, e felizmente consegui.

As horas passaram voando. Eu conversava com umas amigas, com colegas da escola, jogava com outros e ficava de olho em Sophia que estava se saindo muito bem com o garoto, o tal Marcelo, de quem ela gostava, e ele me pareceu muito legal, portanto não interferi. Quando eram 10 horas da noite, fui até a mesa onde estava o DJ e falei pelo microfone:

- Atenção galera, preparem-se que a festa vai mudar de lugar. Portanto, acho melhor todos nos arrumarmos porque a festa nem começou ainda. – Todos gritaram e aplaudiram.

Fui com Lisa até meu quarto para nos arrumarmos. Enchi a banheira até a borda e coloquei vários sais, enquanto ela preferiu utilizar o chuveiro. Sempre foi prática demais. Quando finalmente saí da banheira e me sequei, ela fez a pergunta a qual eu não queria responder.

- Mari, o que você sente por ele?

Fiquei sem saber o que dizer, o que fazer, afinal, nem eu tinha a resposta para aquela pergunta, pois fosse como fosse, eu não o conhecia direito. Ela entendeu e não exigiu resposta, e eu agradeci por isso.

Nos maquiamos como se fossemos para um evento muito importante, e não apenas mais uma festa em minha casa. Depois colocamos os vestidos. O meu era em um tom de rosa-envelhecido que eu adorava. Era tomara-que-caia e ficava um pouco acima dos joelhos. Abaixo do busto havia um laçinho que descia por quase todo o vestido, em um tom mais forte de rosa. E, acima do busto, haviam flores bordadas em preto, na parte da frente do vestido.

O da Lisa também era lindo, mas muito diferente do meu. Era frente única com decote em V. Havia um único detalhe que fazia toda a diferença no vestido: um broche em forma de borboleta que ficava abaixo do busto.

Antes de descer fui ver se Sophia estava pronta. Quando entrei a vi se encarando no espelho. Ela estava linda no vestido de alças azul, que descia até um pouco acima do joelho, como o meu. Ela estava maquiada e com o cabelo loiro solto nas costas.

- Sophi, você está pronta?

- Sim, o que acham?

- Está linda maninha.

- E eu acho que o tal Marcelo será um idiota se não ficar com você. – disse minha amiga, me fazendo rir.

- Obrigada, vocês também estão lindas.

- Nós sabemos. Agora temos que descer.

Quando chegamos ao salão, todos já estavam dançando, mas pararam quando nos viram entrando. Fui novamente até a mesa do DJ e disse:

- Divirtam-se, a festa é de vocês.

Fiz exatamente o que recomendei aos outros, me diverti. Dancei, bebi um pouco ( ênfase no “um pouco”), e vi minha festa ficar maravilhosa. Mas também fiquei um pouco triste, pois sabia que muitos dos que estavam ali não seriam mais meus colegas, e outros eu talvez nem fosse ver mais. Então decidi discursar um pouco.

- Bom, prometo que vou ser rápida. Quero agradecer a vocês que vieram hoje pela primeira vez e a aqueles que vêm a festas em minha casa desde muito tempo. – Alguns meninos que estavam no fundo riram e gritaram. – Quero dizer também, que vocês são demais, e que vou sentir muita falta daqueles que não verei por um bom tempo. E sei que minha irmã faz dela as minhas palavras. Adoro vocês galera, divirtam-se. – Fui muito aplaudida e isso me animou. De repente um arrepio percorreu todo o meu corpo, quando ouvi certa voz falar comigo.

- Muito legal o que você falou lá em cima.

Virei-me e vi Felipe, e precisei de dois segundos para me recompor.

- Obrigada.

- Podemos conversar um pouco?

Outro arrepio percorreu meu corpo.

- Ah...sim, podemos.

Ele pegou minha mão e me levou até uma mesa mais afastada. Meu coração palpitava, mas eu não tinha certeza do que sentia por ele. Sentamos e ele começou a falar:

- Fazia muito tempo que não nos víamos.

- É.

- Você está mudada. Está...

- Crescida? – Tentei fazer piada e ele riu.

- Também, mas eu ia dizer linda.

Senti meu rosto corar e empalidecer rapidamente.

- Vo...você também mudou muito.

- Não sou mais o “ horrível, idiota”, ou o “ monstro arranca-cabelos”.

Dessa vez senti meu rosto corar, mas não voltar ao normal. Eu queria me enfiar no primeiro buraco que visse pela frente. E como ele sabia do “monstro arranca-cabelos”? Aposto que Lisa tinha a resposta. Depois me lembraria de matá-la.

- Eu...me desculpe...eu...

- Relaxa, só estou brincando, também te apelidei.

O QUE???

- Aaaaaah, e me chamava de que?

- Deixa pra lá, era coisa de criança.

- Eu tenho direito de saber. – Coloquei a mão sobre a dele e retirei rapidamente.

- Tá bom, eu falo. Te chamava de...

- De?

- Bela...bela fugitiva. – ele riu sem graça.

Eu realmente queria um buraco para me enfiar, como pude ser tão estúpida quando ele gostava de mim? E agora ele ressurgia das cinzas. O que eu fiz para merecer isso?

- Nossa eu, - fiz uma pausa – não sei o que dizer.

- Não diga nada, só esqueça. – ele se levantou – Ótima festa. – me deu um beijo no rosto e se virou para ir embora.

- Espera. – segurei-o pelo braço – Eu chamo a Lisa pra ficar aqui conosco.

- Não, não, eu quero ir embora.

- Eu te levo até a porta então.

- Eu já sei o caminho.

Virou-se e foi embora. Passou por Lisa, beijou-a no rosto e se perdeu na escuridão. Ela veio falar comigo sem entender nada.

- O que você fez para ele ficar assim.

Agora a culpa de ele ter uma crise existencial era minha?

- Não fiz nada. Estávamos conversando, ele me disse o apelido que me deu no passado e ficou assim.

- Ele te deu um apelido? – perguntou ela perplexa.

- Bela fugitiva.

Ela explodiu em gargalhadas e eu não consegui não rir também.

- Esqueci isso, depois eu dou um jeito de descobrir o que foi. – disse ela, depois de parar de rir da minha cara.

- É melhor eu fazer isso mesmo.

- Que bom que pensa assim! Agora olhe pra trás.

Quando virei tomei um susto ao ver minha irmãzinha agarrada a um garoto, que provavelmente era o Marcelo. Virei-me novamente para Lisa.

- Ela está melhor que eu. – rimos juntas. – Agora vamos dançar, por favor.

- É claro!

Dancei o resto da noite e consegui esquecer o pesadelo Felipe, me preocuparia com isso depois, quando soubesse o que se passava pela cabeça dele. Aos poucos todos foram embora. O último foi Marcelo, é claro, que se despediu de Sophia e de mim como um simples amigo. Lisa ficou para dormir em minha casa, mas não conversamos antes de dormir como era costume. Estava cansada demais para isso. Apenas dormimos, e eu, sonhei novamente com Felipe, mas agora ele não era mais o “monstro arranca-cabelos”, ainda criança, era o lindo criador da “ bela fugitiva”.

3 comentários:

  1. aaaaaaaaah!aaaaaaaaah! ameeeeeei! *------*
    ta um amooorr bah! te amo, bjão da rafa (;

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  2. que tudo minha bebê, viciei! Coloca o resto o mais rápido possível minha ninda. Continua assim viu? AAAAAAAAAAAAAAAAAAMEI SOAPSOAPOS. Te amo linda :*

    Roberta s2 q

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  3. OHN! OHN! OHN! Fofíssimo! Amei...continua guria!
    Amo-te! Beeeeijao, Nathe! =*

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