domingo, 27 de junho de 2010

AAAAH!

AAAAAH!! AAAH! AAH! Geentee!! Hj é meu niveer, mas quem ganha o presente são vcs!! AHSAHSAHSHASHAHSAH Maals, sempre quis dizer isso =P
Então hj eu to trazendo mais um capítulo pra vcs... o//

Espero q vcs continuem gostandoo!! Beijooos...

CAPÍTULO 7 – A VIAGEM

Era muito difícil colocar em palavras tudo o que eu sentia. Na verdade as palavras não serviam nem para a metade do que agora estava em minha cabeça, meu coração e em cada célula de meu corpo.

Eu me sentia feliz do momento em que acordava até a hora em que deitava a cabeça no travesseiro e ia para o mundo dos sonhos. Eu sonhava com minha família, com Lisa, mas o rosto que estava sempre lá, não importava de que jeito, era o de Felipe. E aquilo me dava uma alegria imensa.

Mas não era só nos sonhos. Eu nunca havia me sentido assim, tão completa, tão inteira. E eu sabia que era Felipe que me deixava assim.

Quando eu estava com ele – a maioria do tempo – tudo estava perfeito. Até mesmo quando discutíamos por coisas bobas, o que acontecia bastante. Mas nunca foi nada muito grave, que nos fizesse ficar bravos um com o outro mais do que cinco minutos. Depois desse tempo estávamos rindo, pedindo desculpas e dando um jeito no problema.

A parte da minha vida que não girava em torno de Felipe também estava perfeita. Meus pais estavam bem satisfeitos comigo em relação a faculdade que eu comprometera a me concentrar e estava me saindo bem, a meu carro que agora eu dirigia por toda a cidade e a meu namoro, pois apesar de estar muito apaixonada eu cuidava para isso não atrapalhar as outras coisas. Minha amizade com Lisa estava cada dia mais forte e minha irmã estava cada vez mais unida a mim, o que me deixava muito feliz.

Eu também comecei a prestar atenção às pequenas coisas da vida. Coisas pelas quais antes eu passava reto ou deixava de lado. O sol nascendo e se pondo todos os dias, os poucos pássaros que eu conseguia ouvir da minha casa, uma flor abrindo e fechando, suas cores, as cores de tudo a minha volta, etc.

Isso era bom demais. Fazia-me sentir cada vez melhor com relação ao mundo ao meu redor. O tempo passava rapidamente e a cada dia tudo ia ficando mais bonito, colorido.

Mas dentro do meu coração, no fundo dele, quase escondido, havia um sentimento que me incomodava um pouco. Era algo que me dizia que nada dura para sempre. Que a minha felicidade não duraria para sempre, que na verdade duraria pouco.

Eu afastava esse sentimento o máximo de tempo que conseguia dos meus pensamentos e o deixava trancado no coração. Mas havia alguns assuntos que me preocupavam de vez em quando, que faziam o sentimento aparecer. Mas depois de cinco minutos tudo era esquecido e ele voltava a ficar trancado.

Afinal, o que poderia acontecer? Já fazia três meses desde que meu aniversário acontecera e tudo estava as mil maravilhas. Eu devia era não estar me convencendo de como as coisas estavam ótimas, pois nunca foram assim para mim antes.

Esqueça, eu dizia a mim mesma, você está fantasiando coisas. Coloquei isso definitivamente na minha cabeça. Ajudou, pois eu fiquei sem pensar nisso por um bom tempo.

Mas numa tarde, um assunto desencadeou esse sentimento novamente. Eu não sabia por que, nem o que isso queria dizer, mas algo estava estranho, como se fosse um aviso. Algo me dizia que minha vida começaria a mudar a partir dali.

Eu, Lisa e Sophia estávamos na piscina vendo vem aguentava mais tempo sem respirar em baixo d’água. Na minha vez, quando eu estava conseguindo um bom tempo, as duas me puxaram para cima.

- Ei, isso é trapaça. – afirmei, elas riram de mim – O que foi?

- Estava tocando. – Lisa balançou meu celular com a mão. Fiz cara de quem não queria atender – Felipe.

Bastou ela dizer isso e eu pulei para ela quase derrubando o celular na água. Esperei tocar novamente e atendi no primeiro toque.

- Achei que não fosse ligar mais hoje. – disse antes que ele pudesse começar. Não nos falávamos desde a noite anterior.

- Oi amor. Estou bem e você. Também estou com muitas saudades. – ri e o ouvi rir também.

- Desculpe. Tudo bem? Ah, você já respondeu. – ele riu novamente – Enfim, - continuei – algum motivo especial para ligar, ou só estava com saudades?

- As duas coisas. – respondeu – Meus pais querem que eu vá para a casa deles no próximo fim-de-semana.

- Ah, que bom. – menti, não seria bom passar o fim-de-semana longe dele. Ele voltou a rir.

- Não faça essa voz. Foi convidada para ir também. Topa?

- É claro.

- Ótimo. Mas preciso conversar com você sobre algumas coisas. Posso ir aí agora?

- Sim, estamos na piscina.

- Estou indo.

Uns 10 ou 15 minutos depois ele chegou e se juntou a nós na piscina. Eu não conseguia não sorrir ao vê-lo e nem me surpreender com sua perfeição. Felipe cumprimentou as meninas que brincavam com uma bola de vôlei e depois se juntou a mim. Abraçou-me forte e me beijou.

- Um dia inteiro longe de você é muito, sabia? – ele sussurrou em meu ouvido.

- Sabia. Sinto o mesmo. – fiz uma pausa – Agora, me diga, que coisas tinha que conversar comigo?

- Ah, sim. – puxou-me para um degrau da piscina e sentou me abraçando – Bom, - começou – acho que não teremos grandes problemas com meus pais.

- Grandes problemas? – apertei os olhos, um pouco preocupada.

- É. Meu pai gosta de você, lembra de você. O problema é minha mãe...

- O que? Ela me odeia, ou algo do tipo?

- Não, não exagere. Ela só prefere a Nanda.

- Quem é Nanda? – perguntei rápida e nervosamente.

- Minha... ex-namorada. Ela cresceu lá ­, e está sempre na casa de meus pais.

Senti o ciúme atravessar todo meu corpo, respirei fundo e cruzei os braços firmemente. Ele notou meu jeito e me puxou para seu colo.

- Não fique assim, minha mãe não fará nada contra você, terá que te aceitar. – ele achou que eu tinha ficado daquele jeito pelo motivo errado. Ele sempre entendia errado. Revirei os olhos.

- Ela estará lá? – tive medo da resposta.

- Ela quem? – fuzilei-o com os olhos. Não era óbvio de quem eu falava? Então ele compreendeu. – Acho que sim. – ameacei levantar e ele me segurou – Pare com isso, está me ouvindo? Não importa se ela vai estar lá ou não.

- Importa sim. Você namorou com ela, e sua mãe gosta dela. – eu olhava para a água com raiva.

- Olhe para mim. – pediu, mas não me virei – Olhe para mim. – puxou meu rosto. – Isso não faz diferença alguma. Minha mãe não faz diferença alguma... nesse caso. – revirei os olhos e tornei a olhar a água. – Quer olhar para mim, e parar de agir como criança? – Felipe se zangou.

Olhei-o tímida e o vi respirar fundo.

- Desculpe. – falei encostando-me a seu peito. Ele me puxou de volta e achei que estivesse me rejeitando. Isso me deu um profundo medo e tentei ler seus olhos, mas eles não diziam muita coisa.

- Escute bem o que vou falar. – segurou meu rosto para eu não ter chance de virá-lo novamente. – Não me importa quem quer que seja a não ser você. Eu te amo, e é por isso que quero que você vá comigo. – respirei fundo de alívio. – Mas se vai dar ataques de ciúmes que não são necessários, é melhor não irmos.

Senti que havia magoado Felipe, e faria qualquer coisa para vê-lo bem, ver que havia me perdoado. Até passar por cima de meu ciúme.

- Me desculpe, desculpe. – Uma lágrima saiu sem permissão de meu olho. – Esqueça o que fiz e falei. Eu vou com você e não se fala mais nisso. Por favor, me perdoe.

Virei o rosto, notando que Lisa e Sophia não estavam mais lá, e comecei a chorar sem conseguir me conter. Mas ele ainda não havia notado.

- Não tenho que perdoar nada. E estou muito feliz que você vai comigo. – Puxou meu rosto para ele e viu que eu chorava. – Eu... eu não... não queria te fazer chorar, desculpe.

- Chega. – elevei um pouco a voz – Essa conversa não vai nos levar a nada. Nós vamos e pronto. Não quero mais falar nisso. Teria de enfrentar sua família de qualquer jeito. Sua mãe. – olhei com desdém para o lado. Ele não gostou do jeito que falei, pois era sua família e eu, admito, era muito mimada, o que às vezes o irritava.

- Olha, eu... – ele começou, mas o interrompi.

- Vamos nadar. – tentei puxá-lo pela mão.

- Tenho que ir – falou rapidamente, me deu um breve beijo e se foi sem dizer mais nada.

Passei quase a noite toda em claro, tentando raciocinar no que Felipe estaria pensando de mim. O jeito que fora embora não me deixara nada bem, e ele não havia me ligado mais. No outro dia, quando acordei vi que havia uma mensagem de Felipe, mas ela só me fez ficar mais preocupada, pois dizia apenas:

Bom dia.

Ele só mandara para não perder o costume e eu fiz da mesma forma, mandando o mesmo “Bom dia.” em resposta. Eu queria muito falar com ele, pedir perdão, mas não ia fazer isso. Quando as horas do dia começaram a passar vagarosamente, senti que ele também não o faria.

Passeei pela casa o dia inteiro, feito um zumbi, com comida nas mãos. Quando decidi parar para assistir televisão, nada do que via fazia sentido. Tentei ir para o computador, mas acabei olhando fotos nossas que estavam em uma pasta específica para elas.

Pela primeira vez em minha vida, ou que eu me lembrasse, pedi a Sophia que dormisse no meu quarto. Eu brigava muito com ela, mas podia contar sempre com ela, e a amava muito. Fiquei por um bom tempo chorando em se colo, até conseguir dormir.

Sophia acordou assustada no outro dia, pois me viu sentada na cama, olhando para o nada, imóvel. Parecia que estava morta e haviam esquecido de me enterrar.

- Nina, você está bem? – não respondi – Pelo amor de Deus, você está bem? – continuei imóvel – Tá legal. – ela gritou – Levante agora desta cama, se arrume e vá atrás de seu namorado.

- Mas... – falei enquanto piscava.

- AGORA! – ela gritou.

Saí correndo até o banheiro. Tomei um banho rápido e apenas amarrei os cabelos pra trás sem me importar muito. No closet peguei a primeira roupa que vi pela frente e quase esqueci de calçar algo.

- Boa sorte! – Sophia disse enquanto eu saía do quarto.

Sorte era a única coisa que me ajudaria naquele momento. Saí de casa e comecei a pensar o que iria dizer: “Vim aqui para te dar uma chance”, “ Eu te perdôo!”, “ Fale, eu estou aqui.”. Mas o que queria realmente falar era: “Perdoe-me. Sou uma idiota, mimada e sem coração.”.

Enquanto calculava meus pensamentos, eu olhava para baixo sem ver nada. Então decidi que iria pedir perdão. Levantei a cabeça encorajando-me e quando foquei o olhar, vi Felipe parado a poucos metros de mim.

Em três segundos pensei em milhares de reações que poderia ter, mas a que tive foi a primeira e mais verdadeira de todas. Corri para ele, enquanto ele abria os braços e pulei neles, de um jeito que parecia que nunca mais soltaria. Felipe me levantou do chão e me girou no ar.

- Desculpe. – falamos juntos, depois rimos.

- Nunca mais mande uma mensagem como aquela. – falei no meio de um beijo.

- Nunca mais responda do mesmo jeito. – respondeu.

Então me lembrei do jeito que ele saíra de minha casa, de como me fez ficar e do tempo que ficou sem dar uma notícia. Numa reação de resposta aquelas lembranças, lhe dei um tapa.

- O que...? – ele me olhou pasmo.

- Isso foi por sair da minha casa, me deixar mal e não falar comigo durante um dia inteiro. – pausei – Desculpe, desculpe. – beijei seu rosto, e ele riu.

- Não se preocupe, eu mereci, mas você também não falou comigo. – arregalei os olhos – Não vou te dar um tapa. – ele riu – Apenas prometa junto comigo, que não faremos mais isso.

Levantei a mão direita concordando e depois me agarrei ao seu pescoço, beijando-o por um longo tempo. Senti-me completamente aliviada, como se um piano tivesse caído de minhas costas, e o sentia do mesmo jeito.

Ficamos assim mais dois minutos, até decidirmos ir para a casa dele, pois não agüentaríamos nos separar naquele momento.

Enquanto eu estava deitada nos braços dele, me veio a lembrança de que o sentimento estranho tinha despertado. Perguntei-me se aquela briga fora um sinal de que tudo iria mudar, de um jeito ruim. Por instinto abracei mais forte Felipe, que retribuiu. Olhei fundo nos seus olhos tentando esquecer e seu sorriso em resposta me fez apagar as coisas ruins.


P.S.: Boom, eu disse q eu ia dedicar cada capítulo a uma pessoa, mas hj eu vou dedicar a todas minhas queridas e amadas amigas q foram na minha festa e q fizeram dela a melhooor... MTO MTO MTO OBRIGADA!! Vcs são mais q amigas, vcs sao irmas de verdade... AMO MTOO!! BJBJ

Um comentário:

  1. OOOOOOOWN! lindoo baaaah! =D
    te amoo demaaais, bjão da rafa ;*

    ResponderExcluir